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14 de maio de 2016

Desafio #230 - 115

115-Uma música com erros de português

Mamonas Assassinas - Chopis Centis

Eu dí um beijo nela
e chamei pra passear.
A gente fomos no shopping,
pra mó de a gente lancha.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que tava gostoso, mas eu prefiro aipim.

Quantcha gente,
E quantcha alegria,
A minha felicidade
É um crediário
Nas Casas Bahia. (2x)

Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho,
Prá levar as namorada e dá uns rolêzinho.
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime
Prá pegar um cinema, do Schwarzeneger
e também o Van Damme.

Quantcha gente,
E quantcha alegria,
A minha felicidade
É um crediário
nas Casas Bahia. (2x)

23 de setembro de 2015

Curiosidades da língua portuguesa

5 palavras que muitas pessoas pronunciam errado
Existem termos com os quais até mesmo os falantes cultos nativos de língua portuguesa se confundem e cometem deslizes ao se expressarem. Confira as cinco palavras a seguir e veja se você sabe pronunciá-las corretamente:
1. INEXORÁVEL (inabalável, inflexível, austero, rígido)
Pronúncia frequente: “ineczorável”
Pronúncia correta: “inezorável”
2. RUBRICA (assinatura abreviada de alguém)
Pronúncia frequente: “rúbrica”
Pronúncia correta: “rubríca”
3. RUIM (algo que não faz bem, nocivo)
Pronúncia frequente: “rúim”
Pronúncia correta: “ruím”
4. SINTAXE (estudo da estrutura gramatical das frases)
Pronúncia frequente: “sintácse”
Pronúncia correta: “sintásse”  
5. SUBSÍDIO (apoio, recurso financeiro, quantia de dinheiro, vencimento)
Pronúncia frequente: “subzídio”
Pronúncia correta: “subcídio”
Obs.: as grafias entre aspas são ilustrativas.

‘Mãe’ tem ‘m’ em muitas línguas
Você sabia que a palavra ‘mãe’ inicia com a letra ‘m’ em diversas línguas? Acredita-se que a origem da palavra esteja relacionada a um dos sons fundamentais da espécie, que é o do bebê pedindo para mamar. Veja abaixo uma pequena lista da palavra 'mãe' em outros idiomas.
Alemão ............. Mutter
Bósnio............... Majka
Búlgaro............. майка
Catalão.............  Mare
Chinês..............  Mǔqīn
Croata............... Majka
Dinamarquês .... Mor
Eslovaco ........... Matka
Esloveno........... Mati
Espanhol .......... Madre
Francês ............ Mère
Galês ................ Mam
Haitiano............ Manman
Grego................ Mi̱téra
Havaiano .......... Makuahine
Híndi................. Māṁ
Holandês .......... Moeder
Inglês................ Mother
Irlandês ............ Máthair
Islandês ............ Móỗir
Italiano ............. Madre
Latim ................ Mater
Lituano.............. Motina
Norueguês ........ Mor
Polonês ............. Matka
Português ......... Mãe
Romeno ............ Mamă
Russo ................ Mat’
Sérvio................ мајка
Sueco ............... Mor
Tcheco.............. Matka
Ucraniano ........ Maty
Vietnamita........ Mẹ

A palavra "saudade" só existe em português?
A palavra "saudade" não é particularidade da língua portuguesa. Porque derivada do latim, existe em outras línguas românicas. O espanhol tem soledad. O catalão soledat. O sentido, no entanto, não é o do português, está mais próximo da "nostalgia de casa", a vontade de voltar ao lar. 
A originalidade portuguesa foi a ampliação do termo a situações que não a solidão sentida pela falta do lar: saudade é a dor de uma ausência que temos prazer em sentir. Mesmo no campo semântico, no entanto, há correspondente, no romeno, mas em outra palavra: dor (diz-se "durere"). 
É um sentimento que existe em árabe, na expressão alistiyáqu ''ilal watani. O árabe pode, até, ter colaborado para a forma e o sentido do nosso "saudade", tanto quanto o latim.
Fonte: Revista Língua Portuguesa

Qual a forma correta: trisavô ou tataravô?
Sabemos que o pai do pai é o avô, e que o pai do avô é o bisavô. Mas e o pai do bisavô? Muitos afirmam ser o tataravô, no entanto os dicionários Aurélio e Houaiss, por exemplo, definem o trisavô como pai do bisavô.
Tataravô é a forma paralela de tetravô, ou seja, aquele que seria pai do trisavô. Há, contudo, dicionários que preferem aceitar aquilo que o povo consagrou no dia a dia, ou seja, tataravô como pai do bisavô.
Obs.: a partir das formas tataravô ou tetravô, costuma-se utilizar numerais ordinais seguidos do vocábulo avô. Assim, temos:
Quinto avô (No lugar de pentavô)
Sexto avô (No lugar de hexavô)
Sétimo avô (No lugar de heptavô)
Oitavo avô (No lugar de octavô)
Nono avô (No lugar de nonavô)
Décimo avô (No lugar de decavô)


http://www.soportugues.com.br/secoes/curiosidades/


14 de abril de 2013

As armadilhas da língua

Você sabe o que é tautologia? É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir: 

- elo de ligação 
- acabamento 
final 
- certeza 
absoluta 
- quantia 
exata 
- nos dias 8, 9 e 10, 
inclusive 
- juntamente 
com
 
- 
expressamente proibido
- em duas metades 
iguais 
- sintomas 
indicativos 
- há anos 
atrás 
- vereador 
da cidade 
- 
outra alternativa
- detalhes 
minuciosos 
- a razão é 
porque 
- anexo 
junto à carta
- de sua 
livre escolha
- superávit 
positivo 
- 
todos foram unânimes
- conviver 
junto 
- fato 
real 
- encarar 
de frente 
- multidão 
de pessoas 
- amanhecer 
o dia 
- criação 
nova 
- retornar 
de novo 
- empréstimo 
temporário
- surpresa 
inesperada
- escolha 
opcional 
- planejar 
antecipadamente
- abertura 
inaugural 
- 
continua a permanecer
- a 
última versão definitiva
- 
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer 
em pessoa
- gritar 
bem alto 
- propriedade 
característica 
- 
demasiadamente excessivo
- a seu critério 
pessoal 
- exceder 
em muito. 

Note que todas essas repetições são dispensáveis. 
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada?  É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. 

Verifique se não está caindo nesta armadilha. 

Fonte: autor desconhecido


9 de janeiro de 2013

Estamos criando um exército de asnos



Até que demorou a acontecer...

Já faz muito tempo que venho tendo uma postura absolutamente intolerante com todas as pessoas – incluindo meus fiéis leitores aqui do blog e de minhas redes sociais – que escrevem errado. Não, não me refiro a pessoas que cometem um ou outro erro de digitação, e sim a todos aqueles que escrevem errado por problemas de alfabetização. Faço questão de corrigir todo mundo, muitas vezes de modo sarcástico, justamente para que estas pessoas não venham a ser prejudicadas no futuro, seja em suas carreiras profissionais ou em seus respectivos cotidianos domésticos.

E é justamente o que está acontecendo agora...

Uma imensa parcela dos estudantes que foram muito mal na prova de Redação do último Enem está exigindo uma revisão de seus textos. Até aí, nada contra. Acho que o estudante tem todo o direito de saber onde errou. Há uma série de petições espalhadas pela internet colhendo assinaturas para que seja feita uma representação ao Ministério Público Federal. Se não me engano, uma estudante carioca conseguiu na Justiça o direito de ver a sua redação corrigida. O problema é que esta turma não se conforma – ou não quer acreditar – que tenha ido mal e quer que as notas sejam modificadas. Aí não, né?
Segundo dados do próprio Exame Nacional de Ensino Médio, foram avaliadas mais de quatro milhões de redações no exame de 2012. Deste montante, acredite se quiser, cerca de 75 mil foram entregues em branco! Em branco!!!! Ou seja, o aluno sequer tentou escrever algo a respeito do tema proposto – no caso, “A imigração para o Brasil no século 21” – ou, pior, sequer teve noção daquilo que foi pedido. Uma catástrofe total!

Só que as notícias ruins não param por aqui. Além das redações “em branco”, cerca de 72 mil foram anuladas por não obedecerem aos requisitos pré-estabelecidos, como o de escrever sete linhas de texto – sim, míseras SETE linhas!

Volto a escrever que não há qualquer problema em um aluno saber quais os erros que cometeu. Isto é justo. Só que a questão reside em um ponto muito mais delicado, espinhoso e, por isto mesmo, necessário de apertar: estamos criando uma geração inteira de analfabetos funcionais, que até sabem ler, mas não compreendem o significado das palavras, não consegue interpretar um texto e muito menos elaborar um pensamento coerente em forma de sentenças.

Infelizmente, a juventude brasileira é o retrato fiel do descaso com que a Educação vem sendo tratada ao longo dos anos em nosso País. Ninguém sabe nada. Ninguém consegue interpretar fatos, coletar informações, compreender as circunstâncias, selecionar ideias e oferecer um argumento plausível que venha a sustentar uma opinião. Ninguém consegue sequer pensar por si mesmo...
Sempre que corrijo os erros de meus leitores, a maioria vem com a seguinte desculpa esfarrapada: “não preciso escrever certo (sic) na internet; quando precisar, escrevo certo; aqui é lugar de escrever fácil (sic)”. Pois, toda vez que retruquei dizendo que se você se acostuma a escrever errado, vai continuar fazendo isto em sua vida justamente pelo hábito de cometer estes erros constantemente, fui recebido com grosserias e desprezo. Agora, por ocasião das redações do Enem, as pessoas estão percebendo como o buraco é mais embaixo...

E não pense que estou botando toda a culpa por esta situação nas imbecilidades que as pessoas cometem nos “facebooks” e “twitters” da vida. Infelizmente, tantos as escolas e faculdades quanto o mercado de trabalho em geral preferem ter em suas fileiras gente burrinha e obediente, que não tenha autonomia de pensamento, que saiba apenas decorar aquilo que lhe imposto, sem questionamentos. Com isto, a última coisa que alguém consegue é desenvolver a sua capacidade de raciocínio.

Pense nisto na hora de deixar o seu filho escrever e ler o que bem entender por aí...

Escrito por Régis Tadeu, do blog Na Mira do Régis


25 de abril de 2012

Portfolio, portifólio e portfólio… qual a grafia correta?

Pouca gente tem firmeza na hora de escrever esta palavra tão usada em agências. É com i ou sem i? Tem acento? Nem o Word sabe. Veja a origem do termo e considere usar porta-fólio.
Pois é, mais um termo que gera confusão. Afinal, aquilo que a gente carrega debaixo do braço ou publica virtualmente em nossas “pages” tem acento? Tem “i”?
Bom, ainda que o que interesse mesmo seja o conteúdo, vamos pesquisar e definir a forma.
Segundo o dicionário publicitário online, a palavra significa:
1. Conjunto de marcas, produtos e serviços de uma empresa.
2. Conjunto das contas de uma agência, produtora, fornecedor ou profissional.
3. Conjunto dos títulos de uma editora e de programas de uma emissora de rádio e TV.
No italiano moderno a palavra se tornou portafoglio e no inglês portfolio. É curioso o fato de em português utilizarmos portfólio ou portifólio ao invés de porta-fólio, que é o correto e o mais natural na latinização moderna da palavra.
Enfim, a expressão portfólio é claramente ligada ao anglicismo, com o aportuguesamento caracterizado pela inclusão do acento na letra “o” pois se trata de uma paroxítona terminada em ditongo oral.

Use portfolio e porta-fólio. Evite portfólio e portifólio

O vocabulário da propaganda utilizado no Brasil é excessivamente influenciado pelas expressões inglesas, numa referência ao trabalho desenvolvido pelos norte-americanos na construção dos modelos e referências desta área.
Assim, a palavra portifólio é usada – mas não conta nos dicionários Aurélio, Houaiss ou Michaelis, onde a grafia certa é “porta-fólio”. Esta, portanto, é a adequada quando se busca de uma identidade nacional para se utilizar o termo. “Portifólio” talvez seja usado por uma questão fonética, afinal soa bem estranho a pronúncia da alternativa portfólio com o “t” mudo. Mas não consta dos dicionários que citamos.
Nota do editor: quando o artigo foi escrito ainda não constava, mas hoje a palavra está dicionarizada, sim. Portfolio ou Portfólio, com ou sem acento. No Aurélio, no Houaiss, no VOP, informa a leitora Natasha Algemaria, nos comentários abaixo.
Como se trata de uma palavra de utilização restrita no segmento artístico e de comunicação, é natural que se encontre uma ausência de conceituação até em dicionários renomados, prevalecendo a definição leiga que utiliza indiscriminadamente as duas formas: portfólio ouportifólio.
Você pode usar “portfolio” e “porta-fólio” e deve evitar portifólio. Só não esqueça da qualidade do conteúdo…

Fonte:  [Webinsider]


3 de março de 2012

Uso del adverbio "APENAS" en español



Como em português, em espanhol esse advérbio provém da expressão ‘a penas’. Porém, no espanhol usual, o advérbio ‘apenas’ pode ter dois sentidos, diferentemente do português usual que admite somente um.
Adverbio de cantidad: Em espanhol ‘apenas’ pode ser usado como equivalente de ‘solamente’, ‘escasamente’ o ‘únicamente’ como acontece normalmente em português. Veja um exemplo:
  • Apenas algunos turistas visitaron el museo. [Apenas alguns turistas visitaram o museu. Indica a ideia de quase nenhum turista.]
Adverbio de negación: Também pode ser usado com sentido de ‘dificilmente’ ou ‘quase não’, uso este que não ocorre no português comum, embora seja documentado nos dicionários.
  • Por aquella pequeña ventana, apenas podía ver el sol. [Por aquela janela pequena, dificilmente conseguia ver o sol.]
Na maioria dos casos a desambiguação se dará pelo contexto, por exemplo, na frase ‘de tan viejo, apenas podía caminar’ entendemos que ‘apenas podía caminar’ significa ‘dificilmente podia caminhar’ e não que era só isso o que fazia, pois, de ser assim, a frase careceria de sentido.
Outro uso da palavra ‘apenas’ é como conjunção temporal,com sentido de ‘tan pronto como’ , ou ‘logo que’, ‘assim que’, em português, este uso também é idêntico nos dois idiomas. Exemplo:
  • Apenas me bajé del tren, ella me abrazó fuertemente. [Assim / Logo que desci do trem e ela me deu um forte abraço.]

Natassia

Conjunciones en español


As conjunções são palavras que unem dois termos de uma mesma oração ou duas orações. Estas orações podem estabelecer uma relação de coordenação, ou seja, uma está relacionada à outra mas não há dependência entre elas, ou estabelecem relação de subordinação, ou seja, uma depende da outra para ter sentido completo.

Conjunções Coordenadas (Conjunciones Coordinadas / Coordinantes)
Copulativas
Unem termos ou orações que expressam ideias similares, estabelecendo uma relação de adição:
    Ni rojo, ni morado; prefiero verde. 
    (Nem vermelho, nem roxo; prefiro verde.)
    Tengo para desayunar pan y leche.
    (Tenho para o café da manhã pão e leite.)
    Quiero mi gaseosa con limón y hielo.
    (Quero meu refrigerante com limão e gelo.)
Cuidado!
A conjunção y muda para e quando a palavra que segue começa por i, hi, seguida de consoante.
   
    Este libro es facil e interesante.
    (Este livro é fácil e interessante.)
    Son padre e hijo.
    (São pai e filho.)
Disyuntivas
Unem termos ou orações que expressam ideias opostas, estabelecendo relação de exclusão:
    Hay que tener dos o tres alumnos.
    (Tem que ter dois ou três alunos.)
Cuidado!
A conjunção o muda para u quando a palavra que segue começa por o, ho.
    ¿Son siete u ocho?
    (São sete ou oito?)
    ¿Tu perro es mujer u hombre?
    (Teu cachorro é mulher ou homem?)
Quando a conjunção o aparece entre números, deve ser acentuada para não ser confundida com o número zero:
    12 ó 15.
Distributivas
Unem termos ou orações que expressam diferenças lógicas, temporais, espaciais ou de qualquer outro tipo: 
    Bien para mí, bien para tu hermano, tendrás que contarlo todo. (bien... bien)
    (Bem para mim, bem para teu irmão, terás que contar tudo.)
    Ora por una cosa, ora por otra, nunca consigo estudiar. (ora... ora)
    (Ora por uma coisa, ora por outra, nunca consigo estudar.)
    Ya en tren, ya en autobús, iremos igual. (ya... ya)
    (Seja de trem, seja de ônibus, iremos igual.)
    Uno para mí, otro para tí. (uno... otro)
    (Um para mim, outro para ti.)
Adversativas
Unem termos ou orações que se contrapõem entre si:
    Me gustaría ir, pero no tengo dinero. (= mas)
    (Gostaria de ir, mas não tenho dinheiro.)
    No quiero té sino café solo. (mas sim)
    (Não quero chá, mas sim café preto.)
    No les gustan comer frutas sino manzanas.  (exceto)
    (Não gostam de comer frutas, exceto maçãs.)
    Esta chica no hace otra cosa sino llorar. (a não ser)
    (Esta menina não faz outra coisa a não ser chorar.)
    Saldré esta mañana aunque llueva.
    (Sairé esta manhã mesmo que chova.)
    Tenía muchos motivos para hacerlo hablar, sin embargo no lo hizo.
    (Tinha muitos motivos para fazê-lo falar, no entanto não o fiz.)
Outras conjunções que designam ideias contrárias: excepto, no obstante, antes, antes bien, a pesar de,con todo, más bien, fuera de.

Fuente: Só Espanhol

Natassia