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13 de agosto de 2015

Mostramos 10 hábitos brasileiros para gringos e eles estranharam tudo

Descrevemos 10 hábitos brasileiros para nossos colegas do BuzzFeed ao redor do mundo e pedimos que escrevessem a primeira coisa que passasse pela cabeça deles. Este é o resultado.
Treze pessoas participaram: Chris Gera, Alexis Nedd, Will Varner, Elaina Wahl, Arianna Rebolini, Susie Armitage, Driadonna Roland, Chelsea Marshall, Monique Bartley, Sarah Kobos e Erin Chack (todos dos escritórios do BuzzFeed nos Estados Unidos), Ishmael Daro (Canadá) e José Luis H. (México).

1. Tomar mais de um banho por dia.

Tomar mais de um banho por dia.
Chris Gera: Isso é que é compromisso com a higiene.
José Luis H.: Hahahaha, às vezes eu fico a semana inteira sem tomar banho.
Alexis Nedd: Isso é OK se está muito calor e se, depois de tomar banho de manhã, você ficou suado e não quer ir pra cama imundo. Caso contrário, é um desperdício!
Elaina Wahl: Eu raramente tomo banho uma vez por dia. Tomo de seis em seis meses, mais ou menos.
Arianna Rebolini: Quem tem tempo pra isso???
Susie Armitage: Deve ser muito quente aí, então faz sentido.
Chelsea Marshall: VOCÊS ESTÃO SABENDO DA SECA NA CALIFÓRNIA? TOMEM UM BANHO SÓ, PESSOAL.
Erin Chack: Faz sentido que as pessoas em climas mais quentes sintam a necessidade de tomar banhos com mais frequência. Mas as contas de água devem ser um pesadelo.

2. Escovar os dentes no trabalho.

Escovar os dentes no trabalho.
Chris Gera: Parece uma boa ideia, na verdade. Mas eu nunca ia lembrar de levar a pasta e a escova pro trabalho.
José Luis H.: Isso é estranho. Mas vocês provavelmente têm dentes excelentes. Os hábitos de higiene dental de vocês estão muito à frente dos nossos.
Will Varner: É um pouco estranho, mas parece ser uma boa ideia. Eu tenho uma escova de dente no trabalho, mas me sinto esquisito porque mais ninguém tem. Então eu nunca uso.
Elaina Wahl: Não é esquisito. Mas tirar selfies fazendo isso, sim.
Susie Armitage: Bom saber. Quando eu for ao Brasil vou fazer isso pra vocês não pensarem que eu sou nojenta.
Chelsea Marshall: É esquisito. Mas eu sempre tenho cáries, então quem é o bobo da história?
Monique Bartley: Mais uma vez o Brasil faz a gente parecer um bando de maltrapilhos que não sabe o que é um sabonete.
Sarah Kobos: Acho que eu deveria adotar esse hábito. Todos nós deveríamos. Parabéns.
Erin Chack: EU VI UMA PESSOA FAZENDO ISSO EM SÃO PAULO e pensei que ela tivesse uma consulta no dentista depois. Faz mal pros seus dentes escovar mais de duas vezes por dia! Comam uma folha de hortelã em vez de fazer isso.

3. Sentar ao lado do parceiro no restaurante.

Sentar ao lado do parceiro no restaurante.
José Luis H.: É mais fácil pra beijar.
Alexis Nedd: Vocês deveriam olhar um no olho do outro e fazer um brinde de champanhe com a pessoa do outro lado da mesa! O romance está morto no Brasil!
Will Varner: Parece normal.
Elaina Wahl: Casais americanos desagradáveis fazem a mesma coisa. Notem que a palavra-chave é “desagradáveis”.
Arianna Rebolini: Amei 100%.
Susie Armitage: Meio fofo.
Driadonna Roland: Eu e o meu namorado sempre fazemos isso. É mais íntimo, acho, mas eu sei que os garçons ficam com vontade de vomitar.
Monique Bartley: Mas vocês não vão querer olhar um no olho do outro e ver aquele sorrisão com os dentes bem escovadinhos?
Sarah Kobos: CASAL QUE SENTA LADO A LADO?! Não. Sai fora.
Erin Chack: Queria que fosse assim nos Estados Unidos. Desse jeito é muito mais fácil dividir a comida.

4. Segurar sanduíche com guardanapo e comer pizza com garfo e faca.

Segurar sanduíche com guardanapo e comer pizza com garfo e faca.
Chris Gera: Parece ser uma coisa de higiene, MAS PIZZA COM GARFO E FACA É COISA DO CAPETA.
José Luis H.: O Brasil tem um caso sério de medo de germes.
Will Varner: Isso é esquisito.
Elaina Wahl: QUANTAS VEZES VOCÊS MORDERAM O GUARDANAPO?!?
Ishmael Daro: Pensem em toda a gordura que não vai ficar nas suas mãos! Toda aquela gordura de comida gloriosa, umidificadora.
Susie Armitage: Peraí, vocês estão zoando a gente?
Chelsea Marshall: Monstros, todos vocês.
Monique Bartley: Vida sem lamber a gordura dos dedos não é vida.
Sarah Kobos: Blasfêmia.
Erin Chack: Vocês nunca vão conhecer o verdadeiro prazer de um hambúrguer até colocarem suas mãos nuas em um.

5. Chamar todo mundo pelo primeiro nome (inclusive a presidente da República).

Chamar todo mundo pelo primeiro nome (inclusive a presidente da República).
José Luis H.: Legal, todos nós deveríamos aprender.
Alexis Nedd: Parece simpático :)
Will Varner: Hmmm, pode ser estranho se eu não conhecer a pessoa ou se ela for mais velha do que eu.
Elaina Wahl: Ah, bem relax isso aí. Aliás, quem é esse homem? Gosto dele. Ele tem um rosto simpático e está fazendo um aceno casual.
Ishmael Daro: Eu gosto dessa ideia, mas o que acontece quando há várias pessoas com o mesmo nome? Vocês começam a numerá-las, tipo João 1, João 2?
Chelsea Marshall: Isso é muito legal! Eu queria muito chamar o Obama pelo primeiro nome.
Monique Bartley: Isso prova mais uma vez que vocês são um grupo de pessoas bacanas e tranquilas que não se importam com bobagens como títulos. É por isso que vocês não têm rugas e são lindos — vocês não se estressam com besteiras.
Erin Chack: DILMA! Parece legal e amigável, como se todos vocês vivessem na Vila Sésamo.

6. Jogar papel higiênico sujo em um lixinho ao lado da privada.

Jogar papel higiênico sujo em um lixinho ao lado da privada.
Chris Gera: Que loucura. Eu gostei de várias coisas aí em cima, mas não disso.
José Luis H.: Fazemos a mesma coisa no México, mas eu sempre achei meio nojento.
Alexis Nedd: CREDO, CREDO, CREDO, e se fede? Vocês ficam com um lixo cheio de papel de cocô até trocar? Nojento.
Will Varner: NOJENTO. Deem descarga nos cocôs! Os banheiros devem ter um cheiro HORRÍVEL!
Ishmael Daro: Isso é nojento demais. Vocês não encostam na comida, mas deixam um monte de papel higiênico cheio de cocô acumulando numa lixeira? E o cheiro???
Arianna Rebolini: Nossa, que MARAVILHA? Eu não ia querer esvaziar esse lixo. Mas provavelmente é bom pro sistema de esgoto.
Susie Armitage: Isso é muito comum em vários países onde o encanamento não lida bem com papel.
Chelsea Marshall: Imagino que seja por motivos de encanamento e pra não entupir a privada. É nojento, mas, poxa, melhor do que uma privada entupida cheia de cocô.
Monique Bartley: Pra um país que parece ser tão obcecado por limpeza, é nojento. Me sinto muito mal pela pessoa que precisa limpar isso aí. O que acontece quando a lixeira está cheia?!?!
Sarah Kobos: Peraí, deixa eu entender: vocês tomam dois banhos por dia, mas jogam papel higiênico cheio de cocô no lixo? Como vocês aguentam ficar num banheiro com tanto fedor?
Erin Chack: OOOPS, más notícias pro sistema de encanamento de vocês. Quando eu fui a São Paulo, li até um aviso dizendo “Por favor, jogue o papel no lixo” e pensei que estavam falando de papel de absorvente, por que PRA ONDE MAIS o papel higiênico deveria ir?!

7. Ter 30 dias de férias por ano e mais de dez dias de feriados.

Ter 30 dias de férias por ano e mais de dez dias de feriados.
Chris Gera: [Rangendo os dentes] Fico feliz por vocês…
Will Varner: FERVENDO DE INVEJA!!!!!!
Arianna Rebolini: Isso é que é vida.
Susie Armitage: NOSSA, PARECE LEGAL, NÃO?
Driadonna Roland: Acho que eu vou me mudar.
Chelsea Marshall: Peraí, vocês têm 40 dias de folga? SE LIGUEM, ESTADOS UNIDOS.
Monique Bartley: Eu passei a vida inteira morando no país errado, meu amigo.
Sarah Kobos: Eu só tenho metade disso. O BuzzFeed Brasil tem 30 dias?!?!?!

8. Comer abacate como fruta, inclusive com açúcar.

Comer abacate como fruta, inclusive com açúcar.
Chris Gera: Yeahhhhhhhhhhhhh, eu sou muito fã de abacate, mas acho que não gosto disso. Acho…
José Luis H.: É isso aí! Smoothie de abacate é bom demais.
Alexis Nedd: Eu confio em vocês, mas parece ser horrível. O certo é comer abacate com honey mustard.
Ishmael Daro: Sai fora. Abacate só pode ser usado em guacamole.
Arianna Rebolini: Claro! Claro. Quem sou eu pra dizer não? Açúcar deixa tudo maravilhoso.
Susie Armitage: WTF.
Driadonna Roland: Isso aí é nojento.
Sarah Kobos: Triste.
Erin Chack: Eu vi o quanto vocês colocam de açúcar no cafezinho. Não estou surpresa.

9. Marcar o horário de uma festa sabendo que as pessoas só vão chegar duas ou três horas depois.

Marcar o horário de uma festa sabendo que as pessoas só vão chegar duas ou três horas depois.
Chris Gera: Muito chique.
José Luis H.: Ninguém quer ser o esquisitão que chega primeiro na festa.
Alexis Nedd: Porto-riquenhos fazem a mesma coisa, então eu estou acostumado.
Ishmael Daro: Deve ser muito difícil organizar festas-surpresa no Brasil.
Arianna Rebolini: Por que vocês não dizem que a festa começa no horário de verdade? Eu entendo que haja um pouco de atraso, mas isso parece estar meio fora de controle.
Susie Armitage: Então quer dizer que, se você quiser que as pessoas cheguem às nove da noite, é só dizer que a festa começa às seis?
Monique Bartley: Eu sempre faço isso. Não é assim que funciona nos EUA? Não entendi a questão.
Erin Chack: Se eu organizasse uma festa e ninguém chegasse depois de três horas, eu provavelmente choraria, sairia de casa e encheria a cara no bar.

10. Terminar mensagens com “abraços” ou “beijos”, mesmo com pessoas que você não conhece pessoalmente.

Terminar mensagens com "abraços" ou "beijos", mesmo com pessoas que você não conhece pessoalmente.
Chris Gera: Ah, por mim tudo bem ;) Beijos.
Alexis Nedd: Eca, não. Não gosto disso. Não encoste em mim, nem virtualmente, antes de nós virarmos amigos.
Will Varner: Eu não faria isso.
Elaina Wahl: Um dos meus emojis preferidos é o , então, sim, por mim tudo bem.
Ishmael Daro: Acho que isso pode gerar a expectativa irrealista de que você vai querer beijar a pessoa quando a conhecer pessoalmente.
Arianna Rebolini: Achei fofo. Até em contatos profissionais? Claro, por que não? Bom, OK… Abraços, sim, mas beijos, não.
Monique Bartley: Yeah! Quando um país é sexy como o Brasil qualquer um pode me abraçar ou me beijar a qualquer hora.
Sarah Kobos: Não. Parem.
Erin Chack: De novo, parece muito legal e amigável. Como se o seu país inteiro fosse uma família enorme. Eu gosto!

Considerações finais:

Considerações finais:
OSTILL
José Luis H.: Vocês todos precisam de Jesus.
Alexis Nedd: Vocês parecem ser pessoas muito limpas de todos os jeitos possíveis, EXCETO a parte de conviver com uma caixa cheia de cocô sempre que vão ao banheiro. É muito doido que isso pareça normal pra quem todas essas manias de limpeza.
Will Varner: Algumas dessas coisas são parecidas com outras culturas que ficam em áreas de clima quente! Foi muito divertido.
Elaina Wahl: Sério, quem é o homem da foto do item 5? É um jogador de futebol famoso e todos os brasileiros vão rir da minha cara se eu perguntar quem ele é?
Ishmael Daro: O Brasil é um país legal pra cacete, mas vocês têm que se ligar nesse negócio do papel higiênico. Sério, é super nojento.
Arianna Rebolini: O Brasil parece ser muito legal!!
Driadonna Roland: Os brasileiros parecem ser muito limpos, fora o fato de jogarem papel higiênico sujo no lixo em vez de na privada.
Monique Bartley: Fora o negócio do papel higiênico, os brasileiros provam que todos os outros povos são uns bárbaros que poderiam tomar uma dose de civilidade. E vocês também são muito atraentes. Basicamente, o Brasil é campeão em tudo.
Erin Chack: Acho que os Estados Unidos têm que ficar mais espertos! Vocês têm algumas ideias muito boas. Mas por favor, por favor, encostem no hambúrguer com as mãos. A vida é curta demais.
Fonte: BuzzFeed

6 situações que apenas pessoas canhotas encaram no dia a dia

Nesta quinta-feira (13) é comemorado o Dia Internacional do Canhoto. Para celebrar essa data, o site "Distractify" reuniu algumas situações que apenas pessoas canhotas encaram no dia a dia.
Confira:
1. Ficar com a lateral da mão borrada de grafite após a aula
pessoas-canhotas-01
2. Não conseguir usar a tesoura
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3. E muito menos o abridor de latas
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4. Se conformar de que carteiras tradicionais da escola foram feitas para destros
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5. Ter que sempre ouvir a mesma pergunta: "Nossa, jura que você é canhoto?"
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6. E se acostumar com a cara de espanto de seus amigos ao perceberem que você escreve com a mão esquerda
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Fonte: Catraca Livre

10 de agosto de 2015

6 Elementos básicos para criar uma História em Quadrinhos


De um modo geral, as histórias em quadrinho costumam acompanhar a vida das pessoas desde a infância. De modo que suas características básicas estão de algum modo arraigadas na nossa mente. Ainda assim, muita gente simplesmente “trava” diante de uma possibilidade de para fazer quadrinhos, seja numa brincadeira criativa sem compromisso ou  para realizar alguma atividade criativa na escola, entre outras possibilidades. Seja um cartum de quadro único, uma tiraou uma história longa.

Não se preocupe tanto com isso a ponto de ficar sem ação: você verá que os princípios básicos para a produção de uma HQ são simples (claro que fazer isso com qualidade profissional e sair por aí a ganhar dinheiro com suas histórias em quadrinhos vai exigir esforço, tempo e dedicação, mas isso é uma outra história).


Resolvi então listar estes elementos básicos, que estão presentes de uma forma ou de outra em qualquer gênero de HQ, seja um infantil, adulta, graphic novel, mangá… Num esquema profissional, o trabalho de pensar cada detalhe pode ser dividido por uma equipe (desenhista, roteirista, letrista…), mas a ideia aqui é apresentar para que qualquer pessoa, criança, jovem, ou adulto possa arriscar seus passos nos quadrinhos por meio destas dicas fundamentais.
Vamos lá?

REQUADRO

As HQs são conhecidas exatamente por esta marcante característica básica: este conjunto de linhas que delimitam o espaço de cada cena e constituem o quadrinho, esta moldura mais conhecida como requadro entre os profissionais da área.
Em algumas histórias, tais linhas podem ganhar formatos diferentes, chegam a ser circulares, trêmulas… Um formato mais anguloso ajuda na narrativa visual e deixa a leitura mais dinâmica, por exemplo. Até existem casos nas quais as linhas são existem efetivamente, o autor deixa ao leitor a tarefa de imaginá-las. É uma opção estética para a obra, implica em outros questionamentos, mas como estou a tratar do básico, então fiquemos com o requadro.

CALHA

Talvez nunca tenha parado pra pensar, mas em geral existe um vão entre um quadrinho e outro. É o que chamamos de calha. Ela pode ajudar a delimitar o tempo: mais larga, indica mais tempo entre um quadro e outro; se é mais curta indica uma ação mais rápida e contínua 

BALÃO E RECORDATÓRIO

Tão amplamente conhecido como o requadro são os balões, esta figura que simboliza o ato da fala dos personagens, abrigando o texto da conversa. Os balões também podem ser desenhado de forma diferente, acumulando funções na HQ: linhas mais quadradas podem significa voz eletrônica, mais rabiscadas indicam de grito ou voz alta, aquelas que lembram nuvenzinhas constituem balões de pensamento e por aí vai…
Tipos de Balão - SaposVoadores.net
Note que o balão tem um “rabicho”, de forma a apontar para um personagem para indicar precisamente ao leitor quem está falando, ou pensando.
Já o recordatório é um painel sem rabicho, usado normalmente pelo narrador para tratar de algo não visível no quadrinho. Em algumas histórias também é usado para apresentar pensamentos dos personagens (se o balão “nuvenzinha” representar uma quebra na harmonia da arte, por exemplo, como em HQs mais adultas).

Um parênteses: O uso de representação da fala é tão marcante para os quadrinhos que sua utilização pelo cartunista norte-americano Richard Outcault na série At the Circus in Hogan’s Alley, criada em 1895, é considedo como marco da criação dos quadrinhos. Embora não usasse balões, o personagem principal, Yellow Kid, o Garoto Amarelo, apresentava suas falas por meio de texto inserido em sua vestimenta. Claro que representação de histórias por meio de desenhos existem desde o tempo das cavernas – e mesmo aqui no Brasil tivemos um dos precursores das HQs, o italianoAngelo Agostini, que lançou seu Nhô Quim em 1869 na imprensa nacional – mas isso é conversa pra outra hora…

ONOMATOPEIA
Assim como o balão indica o som da fala, a onomatopeia é uma representação de um som ambiente, que for importante para o desenrolar da história.
 Como não tem o rabicho, é desenhada bem próxima ao emissor do som. Assim, “TOC, TOC” indica o som de duas batidas na madeira, “CABRUM” uma explosão, “PLOFT” uma coisa caindo no chão e por aí vai. Normalmente vem acompanhada de algum incremento gráfico às letras, como nos exemplos acima.

DESENHO/ IMAGEM
É a desculpa clássica pra alguém se recusar a tentar fazer uma história em quadrinhos: “Não sei desenhar”. O que, em geral, não é bem verdade: estamos acostumados a rabiscar desde a infância embora a maioria pare de evoluir seu desenho depois de alguns anos. Mas ainda assim sabem tentar reproduzir o que vêem ou imaginam graficamente, nem que seja por esquemas e “homens palitinho”. Volta e meia, quando alguém não consegue se expressar com palavras pedem: “Desenha aí!”, não é verdade? Sem contar, que é possível produzir quadrinhos usando fotos ao invés de desenhos, ou mesmo colagens…
As Cobras, por Luís Fernando Veríssimo
Claro que, se o objetivo é uma qualidade profissional,  você terá que treinar bastante, seja sozinho ou por meio de cursos específicos de quadrinhos. Mas aqui estou me atendo ao básico, a existência do desenho/imagem é fundamental, mas a sua qualidade estética é discutível (não é por que o desenho não parece uma foto que a HQ é ruim, vide o escritor Luís Fernando Veríssimo e sua genial tira das Cobras). Essa suposta qualidade do traço importa menos que o item a seguir, por exemplo.

NARRATIVA VISUAL
Você, como leitor de quadrinhos, usufrui disso, talvez sem saber. Há certas regras a serem seguidos na escrita, certo? Para que o processo de leitura de uma HQ aconteça naturalmente, também existem padrões a seguir na construção da narrativa visual, ou seja a que é possibilitada por meio do desenho.
É básico, por exemplo: nós ocidentais escrevemos da esquerda para a direita, de cima para baixo. A diagramação dos quadrinhos e da arte nele contidos devem levar isso em conta, do contrário dá um nó na cabeça do leitor, que não sabe bem a ordem de “leitura” tanto do texto quanto das imagens. Em geral as pessoas sabem posicionar bem os quadrinhos, mas se esquecem do conteúdo de cada um. Por exemplo, se há dois personagens em cena. Em geral, quem fala primeiro deve ficar mais à esquerda, assim como seu balão. Se duas pessoas estão conversando, tente posicioná-las como seria na vida real, é só observar: elas procuram se olhar na maior parte do tempo. E se alguém aponta pra uma direção, a outra pessoa da cena acaba por olhar pra lá e não mais pro interlocutor. E por aí vai.

Há muitas outras situações que podem ser melhor resolvidas no desenho por meio de um bom estudo de narrativa visual. Claro que isso demanda certa “cultura visual”, aprender a observar estes pequenos detalhes, realizar estudo específico.  Mas se você conseguir ao menos cumprir o básico tá ótimo: a arte deve seguir o sentido tradicional de leitura. Se não, fica esquisito, como é, por exemplo, ler um mangá com texto traduzido, mas com a arte mantendo o padrão oriental (que não só lê da direita para a esquerda, mas escreve em vertical de cima para baixo, não horizontal como nós), como comentei neste arquivo na Rede RPG. Me agrada mais os mangás com arte invertida para leitura da esquerda para a direita (como num espelho): cria algumas situações estranhas, com personagens destros virando canhotos, mas é um preço a se pagar por uma melhor narrativa visual.
E é isso. Tendo em vista estes itens que tratei acima, só pensar numa história que mereça ser contada e mãos à obra. Comece com ideias de um quadrinho só e vá aumentando… Deixa aqui um comentário com sua experiência depois.
E então? Está preparado para se arriscar a criar suas próprias histórias em quadrinhos?

29 de maio de 2015

Diário de Viagem: Chile - SUL - Vulcão Osorno: o Fuji Chileno

No dia seguinte ao passeio de Peulla, seguimos o roteiro.
Na agência Turistour são oferecidos dois passeios: o primeiro é o Vulcão Osorno com Petrohué e o segundo é apenas o Vulcão Osorno. Como reparamos que Petrohué se trata das mesmas cataratas que foramos no dia anterior, optamos apenas pela subida do vulcão (este mais em conta - pagamos 18.000 pesos (uns 70 reais)).
Como este passeio era apenas um período (o da tarde), aproveitamos a manhã para andar e conhecer melhor a cidade de Puerto Varas, pois não havíamos feito isso antes, por falta de tempo.


Subimos o Cerro Filippe, conhecemos a Iglesia Sagrado Corazón (cartão postal da cidade), andamos a orla toda do lago Llanquihue e andamos mais pelo centro.



O Passeio:

Subimos numa van, o guia foi explicando a origem do lago, tipo de vegetação, como e quando foi a colonização da região e aspectos do vulcão: última erupção (1870 e pouco), se está inativo ou "dormido" (é a segunda), como é feita a erupção (pelos lados por crateras), por isto o pico é certo e o seu apelido de Fuji Chileno.

Ao subir sentimos que o tempo mudava rápido, ora abria, ora encobria de neve... e o frio também.

No alto do vulcão há uma estação de ski, porém, como fomos em novembro (primavera), não havia neve, mas o frio era presente.

O guia nos orientou a comprar os tickets das telesillas (teleféricos) para conhecer o topo (e a neve, no meu caso), assim que descermos da van. Foi o que fizemos.
No guichê, eles vendem 2 tramos (pontos) separados e os dois juntos, compramos os dois juntos por 14.000 pesos (50 reais, mais ou menos)... estes não são inclusos no passeio da agência, pagamos à parte.
Depois fomos alugar roupa, pois o frio era intenso e não nos deixariam subir sem roupa adequada. A sorte ou o azar é que fui com um moletom apenas, e quando coloquei o casaco de neve, entrou direito. O casaco e a calça custaram 4.000 (16 reais), havia gorro e bota, à parte, porém não foi necessário.

E passei um medo, tensão antes de subir, pois o guia vivia falando que se virar muito o tempo, fecham as estações do teleféricos e perderíamos a oportunidade de subir no topo.

Eis que subimos, depois de relutar um pouco. A primeira estação foi tranquila, o percurso é menor, mas o frio.... um vento e um medo de perder as minhas coisas (máquina, touca...). Fora que é bem alto o teleférico e lá em cima venta muito.
Já víamos o início da neve logo no primeiro "tramo".





No segundo trajeto, mais comprido e mais demorado e mais alto e mais frio e mais....
Chegou uma hora que estava tudo encoberto, só víamos quem descia quando estava perto. Confesso, deu muito medo, pois estava frio e ventava demais... sabe aquela impressão de que estava num filme de terror? hehehehe
Quando avistamos a casinha da estação, foi uma felicidade imensa: íamos descer!!!





Lá em cima, com neve, foi a felicidade... nem sei ao certo quantos minutos ficamos lá, mas foram inesquecíveis... parecíamos crianças na neve.
Foto, foto, foto, foto, foto, foto, foto, foto, foto, foto, foto....

A descida foi mais tranquila, além de já conhecermos o caminho, demos muita sorte: abriu o tempo e pudemos ver o lago Llanquihue do alto do teleférico, vista indescritível!!!




No fim, tomamos um chocolate quente na estação e descemos cansadas, com frio, porém felizes!!!

Natassia

Ps. A ducha que tomei no hostel foi a melhor do mundo!!! Quentinha!!!

17 de maio de 2015

Entre abelhas - cinema nacional cada vez melhor



Ontem fui ao cinema assistir o filme "Entre abelhas", cuja sinopse é:

"Coisas estranhas começam a acontecer na vida de Bruno (Fábio Porchat), um jovem de quase 30 anos que acaba de se separar da mulher (Giovana Lancelotti). Bruno tropeça no ar, esbarra no que não vê - até perceber que as pessoas ao seu redor estão desaparecendo só para ele. Os dias correm e a situação só piora. Com a ajuda da mãe (Irene Ravache) e do melhor amigo (Marcos Veras), Bruno tentará se adaptar a esse novo mundo com cada vez menos gente."

Ao contrário do que andam dizendo, o filme NÃO é uma comédia, é um drama, com algumas poucas cenas engraçadas.

Indo mais além, achei este filme perturbador, pois ele deixa de ver as pessoas e passa o filme todo tentando se curar e encontrar a causa dessa "doença".

O filme também é um "prato cheio" para a área da psicologia, pois até que ponto as pessoas deixam de enxergar os outros por deixar o seu problema ser maior que a realidade que vivem?

Este filme foi uma surpresa para mim, pois não esperava uma história tão densa. O cinema nacional está cada vez com um nível melhor, assim como os vizinhos argentino e mexicano.

30 de abril de 2015

Diário de um Banana, o sucesso entre os adolescentes


Estava trabalhando o gênero "diário" com as minhas turmas do 6º ano. E como acho um horror o professor "ditar" o livro que o aluno deve ler, apenas exigi que fosse um diário ficcional. E, para minha surpresa, quando eles foram apresentar o trabalho, 90% dos alunos escolheram um dos livros da coleção "Diário de um Banana".
Como comecei agora a dar aula de português no Fundamental (estava apenas com espanhol), havia ouvido apenas de nome este livro. Mas com a explicação e conversa dos alunos no dia da apresentação, fiquei interessada na história e achei essa resenha bem resumida e explicada de como é contada:

banana



"Sinopse:
Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no ensino fundamental, onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam.
Em Diário de um Banana, o autor e ilustrados Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável.

Resenha:
O livro conta o dia-a-dia de Greg Heffley que decide deixar registrado em um caderno, não diário como sua mãe gosta de dizer, as suas aventuras de Halloween, na escola, em casa com seus dois irmãos, Manny (o bebê) e Rodrick (o rockeiro). Ele leva uma vida normal, adora jogar video game e sonha o tempo todo em ser famoso em qualquer cargo, mesmo que seja como segurança da escola.
Esse é o primeiro livro de uma série que virou Best-Seller do New York Times. Gostei muito, pois é uma história leve e engraçada, logo nas primeiras páginas você já começa a rir e mesmo depois do livro acabar você ainda está rindo lembrando-se das aventuras de Greg.
O autor Jeff Kinney é também ilustrador, então todas as páginas são recheadas de desenhos dos personagens e das situações vividas por eles de um modo cômico, assim faz com que a história fique mais engraçada ainda.

banana1
diario_de_um_banana

Fonte: Blog Club de livros"


A história parece ser bem humorada e os alunos se veem nas aventuras de Greg, pois esta personagem está na mesma série que eles (6º ano) e ele passa por conflitos e situações comuns para a idade.
Fiquei interessada em ler pelo menos o primeiro livro da série, assim que tiver tempo (hehe). Quando isso acontecer, volto aqui para colocar as minhas próprias opiniões.

Natassia

25 de abril de 2015

Livro de colorir para adulto tem proposta antiestresse



O que você faz para aliviar o estresse? Algumas pessoas praticam lutas, outras meditam. Agora, também, você pode voltar à infância e colorir um livro. Essa é a proposta de Jardim Secreto - Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse, debut da escocesa Johanna Basford na literatura interativa.

A publicação, lançamento da Editora Sextante, é curiosa. São 96 páginas com desenhos dos mais variados jardins - todos em branco, esperando que o leitor pare e dê cor às paisagens.
Assim, o livro de pintura para adultos ganha vida e os leitores podem relaxar enquanto interagem com Jardim Secreto. Ao mesmo tempo, precisam encontrar animais e pequenos objetos escondidos entre as paisagens, além de descobrir o caminho certo para pequenos labirintos - tudo, claro, colorindo.

Mania de cores

Nas últimas semanas, o livro  encabeçou a lista dos mais vendidos de não ficção de A TARDE. Traduzido para mais de dez países, tem tido destaque por conta de sua proposta.
Nana Vaz de Castro, gerente de aquisições da Editora Sextante, explica que o interesse em trazer o livro para o Brasil vem da proximidade do mesmo com a linha editorial da Sextante. "Buscamos sempre publicar livros que ajudem o leitor a terminá-lo melhor do que quando começou", comenta.
A ideia da obra é que não haja lugar para o estresse durante a interação. Assim, enquanto colore e procura por animais escondidos, o leitor abandona seus problemas e relaxa - ao mesmo tempo em que retorna à infância e relembra os tradicionais livros de colorir.
Vivaldo Gomes, psicólogo, salienta que a proposta de um livro como Jardim Secreto não é propriamente terapêutica, mas que o entretenimento causado pela obra pode  aliviar o estresse.
"Muito provavelmente vai haver um momento de relaxamento, de absorção", explica Gomes. O exercício artístico na vida adulta, comenta, "vai sendo deixado para trás, e essa manipulação é fundamental para o desenvolvimento cognitivo".

Lápis à mão

"O que me parece mais atraente no Jardim Secreto é que mesmo quem acha que não tem muito talento artístico consegue criar um resultado maravilhoso", comenta Nana Vaz de Castro.
Com um conjunto de lápis de cor à mão, as flores, folhas, árvores e animais tornam o livro único para cada leitor - um jardim muito dificilmente vai ser igual ao outro.
A jornalista e pesquisadora Carolina Pinho, 34, já concluiu 80% do livro e guarda as páginas restantes para não ficar sem nada para colorir.
"As horas passam e eu nem reparo, é um relaxante ótimo, é aquela pausa necessária para refrescar a cabeça", afirma. "Pegar uma caixa de lápis de cor, selecionar como se vai pintar e se perder no processo é fantástico".
A autora, Johanna Basford, que, de licença maternidade, não deu entrevista, explica em seu blog que sua relação com a natureza vem de sua criação na fazenda da família, na área rural da Escócia.
O Jardim é a estreia oficial de Johanna na literatura interativa - antes disso, ela havia publicado uma edição limitada do livro Wonderlands, com algumas peças favoritas  do seu acervo de ilustrações.

Seu trabalho, predominantemente em preto e branco, é todo feito à mão. A razão, explica a ilustradora em seu blog, é que Johanna acredita que desenhos assim captam mais a energia do artista do que aqueles criados através do computador.

Fonte: A Tarde UOL