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3 de outubro de 2015

Música latina ao vivo: Puerto Candelaria

Sempre gostei de música latina, sempre que tem shows de bandas latinas no Sesc (que é o único lugar aqui na minha cidade que traz umas atrações deste gênero) eu vou. Mas a banda que vou falar hoje que vi não foi no Sesc, foi na Virada Cultural deste ano.
PUERTO CANDELARIA
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Uma banda colombiana de cumbia e ritmos latinos, como eles mesmos se definem no seu site oficial
"Puerto Candelaria es la propuesta musical MÁS ATREVIDA, CONTROVERSIAL E INNOVADORA de los últimos tiempos en el país. Una explosión sonora que ha traspasado las fronteras, ha burlado  los esquemas y ha trazado un camino para la escena musical independiente en latinoamérica.  Un lugar imaginario y a la vez real donde no sólo existe la música: el teatro, la danza y el humor como bandera, son los efectivos recursos que usan sus 6 integrantes para exponer ácida y burlonamente el absurdo que es Colombia."
O show deles foi no mesmo dia do Rastapé e do Biquíni Cavadão, sendo a atração latina a do meio. Enquanto o pessoal esperava o Biquíni, assistia meio tímido o show, mas eles eram tão divertidos e cativantes que logo o pessoal se soltou e começou a dançar, do jeito que dava, mesmo sem saber, os ritmos latinos.... que, cá entre nós, é contagiante mesmo!!
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No final do show, foram muito aplaudidos e a fila para a foto foi enorme :D
Gostei também, pois como foi numa apresentação em praça pública, o fato de ter levado um pouco da "desconhecida" cultura latina para o brasileiro, tirando este preconceito bobo de que música latina não presta, já valeu a pena também!!!

Natassia
Ps: Acesse Música Por Favor

23 de setembro de 2015

Curiosidades da língua portuguesa

5 palavras que muitas pessoas pronunciam errado
Existem termos com os quais até mesmo os falantes cultos nativos de língua portuguesa se confundem e cometem deslizes ao se expressarem. Confira as cinco palavras a seguir e veja se você sabe pronunciá-las corretamente:
1. INEXORÁVEL (inabalável, inflexível, austero, rígido)
Pronúncia frequente: “ineczorável”
Pronúncia correta: “inezorável”
2. RUBRICA (assinatura abreviada de alguém)
Pronúncia frequente: “rúbrica”
Pronúncia correta: “rubríca”
3. RUIM (algo que não faz bem, nocivo)
Pronúncia frequente: “rúim”
Pronúncia correta: “ruím”
4. SINTAXE (estudo da estrutura gramatical das frases)
Pronúncia frequente: “sintácse”
Pronúncia correta: “sintásse”  
5. SUBSÍDIO (apoio, recurso financeiro, quantia de dinheiro, vencimento)
Pronúncia frequente: “subzídio”
Pronúncia correta: “subcídio”
Obs.: as grafias entre aspas são ilustrativas.

‘Mãe’ tem ‘m’ em muitas línguas
Você sabia que a palavra ‘mãe’ inicia com a letra ‘m’ em diversas línguas? Acredita-se que a origem da palavra esteja relacionada a um dos sons fundamentais da espécie, que é o do bebê pedindo para mamar. Veja abaixo uma pequena lista da palavra 'mãe' em outros idiomas.
Alemão ............. Mutter
Bósnio............... Majka
Búlgaro............. майка
Catalão.............  Mare
Chinês..............  Mǔqīn
Croata............... Majka
Dinamarquês .... Mor
Eslovaco ........... Matka
Esloveno........... Mati
Espanhol .......... Madre
Francês ............ Mère
Galês ................ Mam
Haitiano............ Manman
Grego................ Mi̱téra
Havaiano .......... Makuahine
Híndi................. Māṁ
Holandês .......... Moeder
Inglês................ Mother
Irlandês ............ Máthair
Islandês ............ Móỗir
Italiano ............. Madre
Latim ................ Mater
Lituano.............. Motina
Norueguês ........ Mor
Polonês ............. Matka
Português ......... Mãe
Romeno ............ Mamă
Russo ................ Mat’
Sérvio................ мајка
Sueco ............... Mor
Tcheco.............. Matka
Ucraniano ........ Maty
Vietnamita........ Mẹ

A palavra "saudade" só existe em português?
A palavra "saudade" não é particularidade da língua portuguesa. Porque derivada do latim, existe em outras línguas românicas. O espanhol tem soledad. O catalão soledat. O sentido, no entanto, não é o do português, está mais próximo da "nostalgia de casa", a vontade de voltar ao lar. 
A originalidade portuguesa foi a ampliação do termo a situações que não a solidão sentida pela falta do lar: saudade é a dor de uma ausência que temos prazer em sentir. Mesmo no campo semântico, no entanto, há correspondente, no romeno, mas em outra palavra: dor (diz-se "durere"). 
É um sentimento que existe em árabe, na expressão alistiyáqu ''ilal watani. O árabe pode, até, ter colaborado para a forma e o sentido do nosso "saudade", tanto quanto o latim.
Fonte: Revista Língua Portuguesa

Qual a forma correta: trisavô ou tataravô?
Sabemos que o pai do pai é o avô, e que o pai do avô é o bisavô. Mas e o pai do bisavô? Muitos afirmam ser o tataravô, no entanto os dicionários Aurélio e Houaiss, por exemplo, definem o trisavô como pai do bisavô.
Tataravô é a forma paralela de tetravô, ou seja, aquele que seria pai do trisavô. Há, contudo, dicionários que preferem aceitar aquilo que o povo consagrou no dia a dia, ou seja, tataravô como pai do bisavô.
Obs.: a partir das formas tataravô ou tetravô, costuma-se utilizar numerais ordinais seguidos do vocábulo avô. Assim, temos:
Quinto avô (No lugar de pentavô)
Sexto avô (No lugar de hexavô)
Sétimo avô (No lugar de heptavô)
Oitavo avô (No lugar de octavô)
Nono avô (No lugar de nonavô)
Décimo avô (No lugar de decavô)


http://www.soportugues.com.br/secoes/curiosidades/


19 de setembro de 2015

Forró e seus trios

Forro
Não se pode falar em trios musicais sem lembra do ritmo do forró. Difundido por Luiz Gonzaga em meados do século XIX, tem em sua maioria de conjuntos os trios. Até porque, pra ser forró pé de serra, deve conter uma sanfona, uma zabumba e um triângulo, os outros instrumentos são complementação.
Em mais de 50 anos, alguns trios continuam na ativa, alguns com a mesma formação, outros com formação diferente, e também há gente nova fazendo forró pé de serra.
OS TRES DO NORDESTE
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Trio de forró criado em 1972 e integrado por Erivan Alves Almeida, o Mestre Zinho, vocalista do grupo,  nascido na cidade de Rio Largo, AL,  o sanfoneiro José Pacheco Marinho Filho, o Zé Pacheco, da cidade de Rio Tinto, PB,  e o  zabumbeiro Carlos de Albuquerque Melo, o Parafuso, nascido em Torre, PB. O trio lançou o primeiro LP em 1974, pela Entré/CBS, intitulado "É proibido cochilar". A partir desse LP, o trio começou a fazer sucesso, em especial no norte e nordeste do país.
Em 1978 fizeram parte de um movimento de revitalização do forró, através da presença, no cenário nacional, de novos nomes da música popular nordestina, como Alceu Valença, Zé Ramalho, Fagner, Vital Farias, e outros. O movimento tinha, no Rio de Janeiro, um centro irradiador que era o Forró Forrado, dirigido por  João do Vale, no bairro carioca do Catete.
O trio teve algumas formações diferentes, todas com a presença do zabumbeiro Parafuso, o vocal e o triângulo são de Deda Silva. E a sanfona, hoje é de Hedran Barreto.
Hoje é o Trio com mais destaque do Forró, toca em todas as tradicionais festas de São João no Nordeste e também tem uma agenda regular no sudeste do Brasil, além disso, continuam gravando discos anualmente e hoje tem cerca de 40 álbuns lançados, entre LPs, CDs e DVDs.

TRIO JUAZEIRO
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O Trio Juazeiro, que é o Trio de Forró mais antigo em atividade e com a formação original, desde 1967,quando acompanhavam artistas como Zé do Baião e Seus Meninos, com shows passando por 19 capitais. Graças ao sucesso do disco coletânea "Uma Noite no Forró", produzido por Mario Zan, onde as duas faixas mais executadas "Voo de Tutano" e "Uma noite no forró", eram as do Trio Juazeiro. Chegaram ao seu primeiro LP individual, em 1973, realizando shows por todo o país e participando de programas de auditório como o Show da Viola, de Carlos Aguiar, na TV Gazeta.
Formado por Ligeirinho (zabumba e vocal), Mocotó (triângulo e voz) e Carneiro (sanfona e vocal), e completando 42 anos de vida artística, este trio encanta seu público pelas letras satíricas e pelas melodias contagiantes que estão presentes nos doze LPs e no CD Trio Jazeiro da coleção "Raízes Nordestinas",lançado pela gravadora EMI.
TRIO DONA ZEFA
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Formado em 2002, é composto pelos irmãos Danilo Ramalho (triângulo e voz) e Murilo Ramalho (zabumba), além do sanfoneiro Tom Silva. Começou em Campinas, SP, mas hoje toca no Brasil inteiro e nos principais festivais de forró pé de serra do Brasil.
O Trio DONA ZEFA adora dizer que toca forró tradicional e isso, sem duvida, faz com maestria, começando com um repertorio cuidadosamente escolhido que passeia por grandes nomes do forró como: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos, mas também escolhendo meticulosamente as perolas de nomes menos conhecidos como Ary Lobo, Genival Lacerda e Mestre Zinho, sem deixar de apresentar composições próprias, pois algumas das criações do Trio, sobretudo de Danilo Ramalho o vocalista da banda, já viraram verdadeiros clássicos do gênero como “Forró do Talarico” e “Vida Boa Danada”.


Há outros trios tradicionais, como o Trio Nordestino, Trio Xamego, Trio Virgulino, Trio Sabiá, etc. Da nova geração há o Trio Alvorada, Trio Pé de Serra, Trio Juriti, Trio Caruá, Trio Maracá, entre outros.

Natassia

16 de setembro de 2015

Diário de Viagem: Chile - SUL - Puerto Montt e Ilha de Chiloé

Depois de meses, por falta de tempo (e de vontade), volto aqui para contar as aventuras dos dois últimos dias no Sul do Chile.
Saímos de Puerto Varas e fomos para Puerto Montt de ônibus circular.

PUERTO MONTT

Estátua "Los enamorados"


Puerto Montt é a capital da X Región, a Provincia de Los Lagos, é uma cidade mais ativa que turística: onde as pessoas trabalham e estudam. Mas tem os seus pontos turísticos, como teatros, igrejas, museus e o cais de Angelmo.

Museo "Diego Rivera"

Esculturas do museu
Angelmo é um cais e o ponto turístico mais famoso de Puerto Montt, lá se encontram vários restaurantes de comida típica da região (mariscos) e lojas de artesanato, na sua maioria em madeira.

Angelmo
ILHA DE CHILOÉ

Maior ilha do Chile e a segunda maior da América do Sul, Chiloé está perto de Puerto Montt, porém tem um relevo encantador: as árvores são típicas da Patagônia e a ilha tem a sua cultura local, com mitos, festas e comidas típicas. Lá me senti no fim do mundo!!!

Balsa para ir a Chiloé
Compramos o passeio em Puerto Varas, na mesma agência que fizemos todos os passeios desta cidade, a Turistour. Há dois passeios: um que vai para Castro, no meio da ilha e outro que vai para Chacao e Ancud para ver os pinguins de Magalhães, sendo este segundo que fizemos.

Combinamos na agência de o ônibus nos pegar na Informações Turísticas de Puerto Montt, e de lá fomos para Chiloé, de ônibus e balsa.
Na balsa fazia muito frio, pois ventava muito, porém mesmo assim ficamos do lado de fora do ônibus para apreciar a fauna do pacífico (gaivotas, patos e focas).

Já na ilha, passamos por Chacao, uma cidadezinha bem tradicional com casas de madeira, muitas feitas de Alerce (uma madeira típica da região que não se permite mais o uso).


Depois formos a Ancud, uma cidade maior e que é perto da praia em que ficam os pinguins.
Fomos no mercado municipal da cidade ver e conhecer os artesanatos e comidas típicas.

Lagostas da Patagônia

Mercado Municipal de Ancud

Algas marinhas e batatas da região
Já na praia que estavam os pinguins, foi nos explicado que eles vão se reproduzir naquela região entre setembro e final de fevereiro, época "quente".
E são duas raças de pinguins. A praia é pequena e só há um restaurante alí (com pratos fresquinhos, porém um pouco caro... mas era a única opção).
Pegamos um barquinho e fomos com um guia perto das ilhotas que estavam os pinguins, coisinhas lindas. No final do passeio admiramos uma lontra comendo na água e uma gaivota tentando roubar o seu "lanche".

Banner com explicação sobre os pinguins

Pinguins

A lontra e a gaivota
Depois de almoçar, voltamos a Ancud para conhecer melhor a cidade e tomamos o rumo a Puerto Montt. Depois deste passeio, voltei a Santiago e desci para Valparaíso e Viña del Mar, mas isto é assunto para o próximo post.

Natassia

Designer recria seus emojis favoritos com fotografias

Os emojis já fazem parte da nossa vida e se tornaram ferramentas essenciais de comunicação no dia a dia, especialmente entre os jovens. A designer Liza Nelson decidiu retratar este impacto de uma maneira inusitada e recriou com fotografias alguns de seus ícones prediletos. Até agora já foram 17 emojis que viraram fotos, mas parece que mais criações vêm por aí.

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Via B9

Historia del idioma español


—La historia del idioma español usualmente se remonta al período
prerromano, ya que es posible que las lenguas prerromanas de la península
ejercieran influencia en el latín hispánico que conferiría a las lenguas
romances peninsulares varias de sus características. La historia del español
se suele dividir convencionalmente en tres periodos: español medieval,
español medio y español moderno.
El español o castellano es una lengua romance, derivada del latín vulgar,
que pertenece a la subfamilia itálica dentro del conjunto indoeuropeo. Es la
principal lengua en España y 20 países americanos, y es oficial también
en Guinea Ecuatorial. 
Es también llamada castellano, por tener su origen en el reino
medieval de Castilla.




18 de agosto de 2015

5 costumes espanhóis que os brasileiros acham bizarros

1. Almoçar às 14 horas

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Na Espanha, as pessoas costumam almoçar às 14 horas. Você deve estar se perguntando como eles conseguem comer tão tarde, será que não bate aquela fome antes disso?
Aí está outra diferença, os espanhóis dormem mais tarde e acordam mais tarde que nós. Além disso, eles costumam fazer um lanchinho por volta das 10 horas.

2. Traduzir nomes

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Outro costume espanhol diferente do brasileiro é a tradução de nomes. Quem pintou a Capela Sistina foi Michelangelo, certo? Não na Espanha, lá quem pintou a Capela foi Miguel Ângelo.

3. Ver apenas filmes dublados nos cinemas

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No país das touradas, todos os filmes costumam ser exibidos no cinema dublados. É muito raro, muito raro mesmo, encontrar um cinema que exiba filme legendado.
No entanto, as pessoas não se incomodam muito com isso, os espanhóis de maneira geral preferem assistir a filmes dublados.

4. Registrar os filhos com o sobrenome do pai antes do da mãe

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Ao contrário do que acontece no Brasil, o sobrenome do pai vem antes do da mãe. Por outro lado, lá o sobrenome do pai também é o mais “importante”, como acontece no Brasil.

5. Dar dois beijinhos

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Em algumas regiões do Brasil as pessoas se cumprimentam com um um e até dois beijinhos, mas na Espanha dar dois beijinhos para dizer “oi” é praticamente uma regra.
Para eles se trata apenas de uma forma de cumprimento mesmo, como um aperto de mão, enquanto aqui os beijinhos tem uma conotação mais afetiva. Ah, e nada de lábios tocando as bochechas, é bochecha com bochecha mesmo.
Fonte: Fatos Desconhecidos

23 Fatos (des)conhecidos sobre Machu Picchu


1. Machu Picchu tem origem no idioma quíchua, significando “velha montanha”. Também é popularmente conhecida como “cidade perdida dos incas”, estando no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no Rio Urubamba;

2. Foi construída no século 15. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas;

3. A cidade consta de duas grandes áreas. A agrícola é formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos. A outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias;

4. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque;

5. Em 1865, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos;


6. Uma investigação ainda em curso e divulgada em 2008 pelo jornal “ABC” revela que o empresário alemão August Berns não só havia “descoberto” as ruínas em 1867, quarenta anos antes da data conhecida, mas também havia fundado uma empresa mineradora para explorar os tesouros que abrigava;

7. Ainda de acordo com tal pesquisa, entre 1867 e 1870 e com a aprovação do governo peruano de José Balta, que cobrava 10% dos lucros, esta companhia havia operado na zona e vendido tudo o que encontrara a colecionadores europeus e norte-americanos;

8. Em 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização de Machu Picchu. Os nomes nos mapas revelam uma inédita relação entre os incas e a montanha e, inclusive, sugere um caráter religioso do local;

9. Um segundo mapa, de 1874, elaborado pelo alemão Hermann Göhring, menciona e localiza em seu local exato de ambas as montanhas. Por fim, em 1880, o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma que “há ruínas na Machu Picchu”), embora não possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro o conhecimento prévio da suposta “cidade perdida” não havia sido esquecida, como se acreditava até alguns anos;

10. Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, “redescobriu” e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente explorador aficionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos;


11. Quando Bingham encontrou Machu Picchu, deu-lhe o nome de “cidade perdida dos incas”, mas seu principal objetivo era outro: encontrar a lendária capital dos descendentes dos incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572;

12. Na realidade, Bingham ficou sabendo das ruínas de Machu Picchu por camponeses, que já sabiam dos europeus e americanos que chegavam aos montes ao Peru para explorarem cidades perdidas de incas. Com isso, um camponês avisou que havia uma quantidade enorme de ruínas no alto da montanha, e fez seu filho guiar o pesquisador até o local, onde encontrou uma quantidade grande de ruínas entre densa floresta;

13. Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores. Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais;

14. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século 15 e início do século 16. A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias;

15. Para localizar a cidade perdida no Google Earth é fácil. Basta colocar as seguintes coordenadas: 13° 9’ 47” S 72° 32’ 44” W. A 2400 metros de altitude, Machu Picchu está situada no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas e circundada pelo Rio Urubamba, o que lhe proporciona uma atmosfera única de segurança e beleza. As ruínas incas encontram-se a 2.438 metros acima do nível do mar. A superfície edificada tem aproximadamente 530 metros de comprimento por 200 de largura e contém 172 edifícios em sua área urbana. As ruínas, propriamente ditas, estão dentro de um território do Sistema Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado, chamado Santuário Histórico de Machu Picchu;


16. Desde a sua descoberta, as ruínas da cidade inca tem sido importante fonte de exploração turística. O fluxo de visitantes é cada vez maior, o que acarreta o crescimento desordenado dos povoados nos arredores da montanha. É interessante pontuar que muitos dos turistas são místicos, que acreditam que a cidade tenha sido construída com a ajuda de tecnologias alienígenas, e que sua arquitetura, até os dias de hoje, promova uma energização do corpo e da alma;

17. Muitos teóricos dos deuses astronautas apontam Machu Picchu como sendo uma das maiores provas do esforço alienígena em ensinar aos seres humanos seus conhecimentos. No topo da montanha é possível observar construções com pedras gigantescas e muito bem encaixadas – o que não poderia ser levado montanha acima, supostamente –, além das plantações em grandes platôs;

18. A área edificada em Machu Picchu é de 530 metros de comprimento por 200 de largura e inclui ao menos 172 recintos. O complexo está claramente dividido em duas grandes zonas: a zona agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo, e a zona urbana, que é aquela onde viveram seus ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas;

19. Um muro de cerca de 400 metros de comprimento divide a cidade da área agrícola. Paralelo ao muro corre um fosso usado como principal drenagem da cidade e esgotamento sanitário. No alto do muro está a porta de Machu Picchu que contava com um mecanismo de fechamento interno;

20. Uma cidade de pedra construída no alto de um istmo entre duas montanhas e entre duas falhas geológicas, em uma região submetida a constantes terremotos e, sobretudo a constantes chuvas o ano todo apresenta um desafio para qualquer construtor: evitar que todo o complexo se desmorone. Segundo Alfredo Valencia e Keneth Wright, o segredo da longevidade de Machu Picchu é seu sistema de drenagem. O solo das áreas não trabalhadas possui um sistema de drenagem que consiste em capas de pedras trituradas e rochas para evitar o empoçamento da água das chuvas. Mais de 130 canais de drenagem se estendem por toda a área urbana, feitos para evitar a erosão, desembocando em sua maior parte no fosso que separa a área urbana da agrícula, que era na verdade o desague principal da cidade. Enquanto no século 16 as cidades europeias ainda sofriam os efeitos catastróficos da Peste Negra medieval, Machu Picchu já contava com sistema de drenagem e esgotamento sanitário diferenciado do sistema que levava água potável para a cidade – sistemas que funcionam até hoje e ajudam a preservação do lugar;


21. Existem sólidas evidências de que os construtores tiveram em conta critérios astronômicos e rituais para as construções. Na verdade, o alinhamento de alguns edifícios importantes coincide com o azimute solar durante os solstícios de maneira constante e com os pontos do nascer-do-sol e pôr-do-sol em determinadas épocas do ano;

22. As construções normalmente seguem o esquema das kanchas, ou seja, quatro construções retangulares dispostas em torno de um pátio central unidos por um eixo de simetria transversal. A este pátio dão todas as portas;

23. O esforço dessas realizações em uma sociedade sem ferramentas de ferro (somente conheciam o bronze, muito menos rígido) é notável. Não se conservou nenhum teto original, porém há consenso em afirmar que a maioria das construções o tinham como tocos de madeira com ângulo de 63°.