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3 de janeiro de 2010

Simba & Eu

Aproveitei as férias para alugar uns filmes que fazia tempo que queria vê-los, mas nunca tinha tempo para fazê-lo durante o semestre. Um desses filmes é “Marley & Eu”.

Ao alugar, fui pelas recomendações que havia recebido desde quando o livro foi lançado e, posteriormente, o filme. É inegável a existência de certo estigma com “best-sellers”, mas há livros que vai além disso e consegue surpreender-nos.

No começo não dei muito crédito – “é só um filme de comédia sobre o que um cachorro ‘infernal’ faz na vida de um casal” – pensava, mas ao longo do filme fui revendo meus conceitos.

Fazia tempo que não me identificava, de verdade, com um filme. Claro que junto com este, aluguei uns muito bons, profundos. Mas esse mexeu comigo, por um motivo em especial: possuo um cachorro que completou 14 anos em novembro passado e é indiscutível o seu ‘parentesco’ na família.

Ele chegou filhote, como o Marley, eu tinha sete anos. No começo foi um pouco difícil a sua adaptação em casa, mas não demorou muito para se adaptar conosco. Ao contrário do Marley, o Simba sempre foi muito bonzinho e não mastiga nada, não é porque ele está praticamente sem dentes, é que ele nunca mastigou mesmo. Ele quase não late e não nos dá trabalho.

Em 1997

12 anos depois, em 2009

Das várias características, as que mais se assemelham o Marley do Simba são duas. A primeira é que é próprio da raça do Simba (Pastor de Shatland) correr muito, quando ele era jovem, corria muito e rápido. Hoje, ele anda duas quadras já não agüenta mais, se cansa muito rápido. A outra, na minha opinião, é a mais incrível, ele sabe a hora que chegamos em casa. Sempre nos espera na porta abanando o rabo de felicidade.

As controvérsias da célebre frase “o cão é o melhor amigo do homem” são inquestionáveis. Uns dizem que ele não é amigo, é companheiro. Duvido. O cão é sim um amigo, e dos verdadeiros. Ele não nos chega oferecendo sua lealdade e ‘amizade’ pelo que temos em material, mas sim pelo que temos a oferecer em troca: carinho e gratidão por sua fidelidade.

Um cão é diferente de um peixe e um rato, por exemplo, nada contra quem os tem, pelos motivos dos quais um cachorro vive mais tempo, com isso nos apegamos mais ao animal. E é nítida no olhar de um cãozinho a afeição que ele possui pelo seu dono e para quem o trata com respeito.

Sei que um dia a hora do Simba chegará, como é certo que a de todos nós também, que após esse dia, não irei mais ouvir seus poucos latidos, não terei ninguém me esperando na porta quando chegar em casa, toda vez que comerei, não o olharei mais me olhando com aqueles olhinhos pedindo um teco, nem toda a vez que quiser refletir, terei o calor de seus pelinhos perto de mim e sua cabeça apoiada na minha perna. Às vezes olho para ele, não sinto preparada, mas pesando bem, cada dia estou mais preparada para isso, pois ele já tem 14 anos e nenhum ser vivo vive para sempre, infelizmente. E quando ela chegar, vou lembrá-lo com maior carinho, como de irmão, pois esse animalzinho fez e faz parte da minha vida, cresci junto com ele, e isso jamais será esquecido.

Para quem não assistiu ou leu “Marley & eu”, recomendo que leiam ou assistam para os que gostam e os que não gostam de cachorro, pois é uma lição de vida.



Natassia

3 comentários:

Allan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lais disse...

Também não dava nada pro Marley & eu, mas o livro é muito mais sensacional que o filme. Fica a dica.

Marcella disse...

Nossa,chorei nesse filme pois lembrei do meu cachorro Tedy q morreu em 2004.Ele tinha 11 anos.Eu tbm tinha 7 anos qdo ganhei ele.Saudades!