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19 de setembro de 2016

Para refletir



A TRISTE GERAÇÃO QUE VIROU ESCRAVA DA PRÓPRIA CARREIRA PROFISSIONAL
(E a juventude vai escoando entre os dedos.)
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.
________Ruth Manus.

6 de setembro de 2016

Desafio #230 - 230

230- Uma música que se remete à sua profissão

Lulu - To sir with love (Ao mestre com carinho)


A música que mais traduz a profissão de professor.

18 de fevereiro de 2016

Falta de escrever à mão 'pode prejudicar desenvolvimento cerebral das crianças'


Pesquisa diz que nada substitui aprendizado de escrita à mão

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças.

A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos Estados Unidos, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro da criança.

Para chegar à conclusão de que teclados e telas podem prejudicar esse desenvolvimento, a pesquisadora estudou crianças que ainda não sabiam ler --que poderiam ser capazes de identificar letras, mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.

No estudo, as crianças foram separadas em grupo diferentes: um grupo foi treinado para copiar letras diferentes, enquanto outras trabalharam com as letras usando um teclado.

A pesquisa testou a capacidade dessas crianças de aprender as letras. mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram ativadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.

O cérebro das crianças foi analisado antes e depois do treinamento, e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigênio no cérebro para mensurar sua atividade.
Respostas diferentes

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende por meio da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as em um teclado.

As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de ativação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que podem ler e escrever.

Escrever à mão ativa áreas diferentes do cérebro das crianças

Esse não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.

O cérebro parece ficar "ligado" e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever à mão e o de aprender a ler.
"Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por esse processo", disse James.

Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.
Computadores em escolas

Muitas escolas têm pressa em implantar computadores em classes com crianças cada vez mais jovens

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.

"Em partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isso (essa pesquisa) pode atenuar (essa tendência)", disse Karin James.

Muitas escolas americanas até já transformaram escrever à mão em uma alternativa opcional para professores. Muitos educadores não ensinam mais caligrafia.

Uma solução poderia ser usar algum programa em um tablet que simulasse o ato de escrever à mão.

Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir o aprendizado com a escrita à mão.
Fonte: Uol Gravidez e Filhos - 12/02/15

30 de abril de 2015

Diário de um Banana, o sucesso entre os adolescentes


Estava trabalhando o gênero "diário" com as minhas turmas do 6º ano. E como acho um horror o professor "ditar" o livro que o aluno deve ler, apenas exigi que fosse um diário ficcional. E, para minha surpresa, quando eles foram apresentar o trabalho, 90% dos alunos escolheram um dos livros da coleção "Diário de um Banana".
Como comecei agora a dar aula de português no Fundamental (estava apenas com espanhol), havia ouvido apenas de nome este livro. Mas com a explicação e conversa dos alunos no dia da apresentação, fiquei interessada na história e achei essa resenha bem resumida e explicada de como é contada:

banana



"Sinopse:
Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no ensino fundamental, onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam.
Em Diário de um Banana, o autor e ilustrados Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável.

Resenha:
O livro conta o dia-a-dia de Greg Heffley que decide deixar registrado em um caderno, não diário como sua mãe gosta de dizer, as suas aventuras de Halloween, na escola, em casa com seus dois irmãos, Manny (o bebê) e Rodrick (o rockeiro). Ele leva uma vida normal, adora jogar video game e sonha o tempo todo em ser famoso em qualquer cargo, mesmo que seja como segurança da escola.
Esse é o primeiro livro de uma série que virou Best-Seller do New York Times. Gostei muito, pois é uma história leve e engraçada, logo nas primeiras páginas você já começa a rir e mesmo depois do livro acabar você ainda está rindo lembrando-se das aventuras de Greg.
O autor Jeff Kinney é também ilustrador, então todas as páginas são recheadas de desenhos dos personagens e das situações vividas por eles de um modo cômico, assim faz com que a história fique mais engraçada ainda.

banana1
diario_de_um_banana

Fonte: Blog Club de livros"


A história parece ser bem humorada e os alunos se veem nas aventuras de Greg, pois esta personagem está na mesma série que eles (6º ano) e ele passa por conflitos e situações comuns para a idade.
Fiquei interessada em ler pelo menos o primeiro livro da série, assim que tiver tempo (hehe). Quando isso acontecer, volto aqui para colocar as minhas próprias opiniões.

Natassia

21 de março de 2015

Lampião: a variação nordestina em quadrinhos

Esta semana levei meus alunos à biblioteca da escola. E em uma das visitas, vasculhando os livros para conhecê-la melhor, encontrei este, que não resisti, e emprestei:

LIMA, A. K. V, Lampião: era o cavalo do tempo atrás da besta da vida/ uma história em quadrinhos de Klévisson; [ilustrações do autor]., 2 ed, São Paulo: Hedra, 1999
Adorei o livro, pois além de contar quem foi e como Lampião foi pego pela polícia no sertão nordestino no século passado. A história é contada por quadrinhos, e as todas as falas estão na variação nordestina.
Confesso que teve hora que deu dor de cabeça, pois estava lendo silenciosamente e tentando "traduzir" as expressões e falas nordestinas. Se tivesse lendo em voz alta, seria mais fácil. hehe

trecho do livro
Achei este livro um ótimo material para ensinar, além da história de Virgulino Ferreira, o cangaço e o governo Era Vargas, a cultura nordestina, com os costumes e vestimentas, também as variações linguísticas que acontecem no Brasil.

Nota 10!!!




Natassia

11 de agosto de 2013

Vida de plástico?

Ao longo dos anos, os valores sociais estão cada vez mais exigentes e uniformes, tornando-se verdadeiros padrões ditatoriais, físico, sentimental e social.

Pelo "padrão" físico, as pessoas devem ter um corpo esbelto, no sentido de perfeição mesmo: sem nenhum quilo a mais, pele lisa, cabelo maleável, macio e sedoso, sorriso perfeito e branco, barriga chapada, peito, coxa e bundas grandes (no caso das mulheres) e barriga tanquinho, braços definidos, sem muitos pelos no tórax e barba por fazer, no caso dos homens.... e o principal, deve ser inodoro (sem nenhum cheiro natural, no máximo exalando a desodorante, colônia e perfume), entre outros padrões.¹



No "padrão" sentimental, que inclui o social também, alguém deve conhecer alguém, do sexo oposto, com o homem sendo o mais velho, mas não tão mais velho, mais alto e com o mesmo padrão físico. Deve casar-se com essa pessoa, com direito a festa e todo o requinte possível, para exalar a mais pura felicidade, ter dois filhos, viajar todo ano para a praia ou o exterior. Ter um bom emprego, pós-graduação, uma casa de tamanho regular e um animal, pode ser cachorro ou gato. E ter no mínimo 10 amigos em que se deve ter vida social intensa. Tudo isso antes dos 30 anos. 
E se está solteiro (a) ainda, é hora de "procurar" o seu "amor" nas festas, para isso há um trecho que encontrei na Internet, de Frederico Elboni, que traduz bem este costume: "você chega na balada e observa que metade das mulheres estão com um vestido de elástico, já a outra metade está com uma regata branca ou top e por cima uma blusa fina, junto com uma saia alta embalada a vácuo ou short customizado (...)Mas até aí tudo bem pois o uniforme faz parte. Não muito distante disso você vê alguns homens com uma camisa polo com “número 43” nas costas e um cavalo gigante no peito (...) alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar (...)Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão seguimos o nosso caminho em busca de algo que no fundo não sabemos se realmente faz sentido (...)." ²



Ou seja, a sociedade "quer" que sejamos verdadeiras Barbies e/ou Kens, que tenhamos a vida dos sonhos, perfeita, sem conflitos, problemas e brigas e que sejamos jovens e lindos(as) para o resto da vida.
"Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são, e principalmente terem seu ego exaltado.", diz Elboni no seu texto.
Uma das principais causas deste comportamento e "cobrança" social é o capitalismo, as pessoas estão virando moldes e sendo induzidas a procurar este estilo de vida "ideal". Fenômeno que tanto a publicidade, quanto a mídia colabora, vendendo produtos e serviços a favor da beleza, sites de relacionamento, novelas com finais felizes e casais do mesmo padrão e "personalidades" que exibem lindos corpos, casamentos perfeitos e exalam felicidade pelas ventas (mas será que elas são felizes assim mesmo ou é mera impressão, fachada? ....); programas que prometem dinheiro fácil, jogadores de futebol que ganham milhões facilmente, músicas com apelo sexual e de vida regada à felicidade e bebidas alcoólicas, etc.
Antonio Araújo, do blog Jovens Ideais, afirma que"por sermos um molde do capitalismo, somos tratados como peças; manipulados como bonecos; como robôs controlados, às vezes obrigados a seguir preceitos contrários aos nossos ideais de vida.  Tudo em troca de um determinado valor que recebemos", ou seja, se alguém consegue realizar ela acredita que tem certo "valor ou prestígio na social".

Como consequência disto, têm-se a procura insaciável por cirurgias e tratamentos estéticos, academias, alguns, estudo e mais estudo e idas frequentes à balada ou algum programa social para encontrar o "amor verdadeiro da vida toda". 



Se algum desses padrões não é conquistado, há a frustração, porém, como se pode analisar nos meios de comunicação e nas redes sociais, não se deve transparecer, deve-se aparentar que está tudo "ok", tudo nos conformes (sociais, não os da pessoa). Por isso, há "criações" de personalidades nos sites de relacionamentos, principalmente o Facebook, e na mídia, como citado anteriormente.


Com base em toda essa análise, fica a reflexão: aonde vai parar essa cobrança? Será que você quer ser um clichê ambulante, molde da sociedade, ou um ser humano: com sentimentos, problemas, um corpo natural (o SEU corpo), relacionamentos de verdade (tanto de amizades, como o amoroso)?

Fica a dica: aceitar que você não tem a OBRIGAÇÃO de seguir todos os padrões já é meio caminho andado para a satisfação pessoal, pode-se dizer, para ser feliz. Tente fazer o seu máximo de acordo com as suas vocações. Ninguém, por melhor que seja, consegue agradar a todos.


Natassia


PS:
1. Um texto bem interessante sobre os cheiros que exalamos naturalmente e a ditadura do corpo de plástico, principalmente da mulher, pode ser encontrado aqui.
2. Outro texto bem interessante sobre as relações amorosas artificiais, pode ser encontrado aqui.
3. O texto completo sobre a balada, de Frederico Elboni pode ser encontrado aqui.
4. O texto está sujeito a alterações, posteriormente, para futuras revisadas.

8 de julho de 2013

Como usar as redes sociais a favor da aprendizagem



A seguir, listamos cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem e alguns cuidados a serem tomados:

  1. Faça a mediação de grupos de estudo
Convidar os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes - separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada série. Os grupos no Facebook ou as comunidades do Orkut podem ser concebidos como espaços de troca de informações entre professor e estudantes, mas lembre-se: você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os alunos. Todos os participantes do grupo podem fazer uso do espaço para indicar links interessantes ou páginas de instituições que podem ajudar em seus estudos. "A colaboração entre os alunos proporciona o aprendizado fora de sala de aula e contribui para a construção conjunta do conhecimento" explica Spiess.

 2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos
As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. "Os alunos passam muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual", diz Spiess. Esses recursos de apoio podem ser disponibilizados para os alunos nos grupos ou nos perfis sociais, mas não devem estar disponíveis apenas no Facebook ou no Orkut, porque alguns estudantes podem não fazer parte de nenhuma dessas redes. Para compartilhar materiais de apoio e exercícios sobre os conteúdos trabalhados em sala, é melhor utilizar espaços virtuais mais adequados, como a intranet da escola, o blog da turma ou do próprio professor.

 3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos 
Aproveitar o tempo que os alunos passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares.

 4. Elabore um calendário de eventos
No Facebook, por meio de ferramentas como "Meu Calendário" e "Eventos", você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avalições. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias letivos.

 5. Organize um chat para tirar dúvidas
Com alguns dias de antecedência, combine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma - mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam. A grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a necessidade do deslocamento físico. "Assim que o tira dúvidas acaba, os alunos já podem voltar a estudar o conteúdo que estava sendo trabalhado", explica Spiess. Cuidados a serem tomados nas redes - Estabeleça previamente as regras do jogo Nos grupos abertos na internet, não se costuma publicar um documento oficial com regras a serem seguidas pelos participantes. Este "código de conduta" geralmente é colocado na descrição dos próprios grupos. "Conforme as interações forem acontecendo, as regras podem ser alteradas", diz Spiess. "Além disso, começam a surgir lideranças dentro dos próprios grupos, que colaboram com os professores na gestão das comunidades". Com o tempo, os próprios usuários vão condenar os comportamentos que considerarem inadequados, como alunos que fazem comentários que não são relativos ao que está sendo discutidos ou spams.

 - Não exclua os alunos que estão fora das redes sociais
Os conteúdos obrigatórios - como os exercícios que serão trabalhados em sala e alguns textos da bibliografia da disciplina - não podem estar apenas nas redes sociais (até mesmo porque legalmente, apenas pessoas com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das redes). "Os alunos que passam muito tempo conectados podem se utilizar desse álibi para convencer seus pais de que estão nas redes sociais porque seu professor pediu", alerta Betina. A mesma regra vale para as aulas de reforço. A melhor solução para esses casos é o professor fazer um blog e disponibilizar os materiais didáticos nele ou ainda publicá-los na intranet da escola para os alunos conseguirem acessar o conteúdo recomendado por meio de uma fonte oficial. Com relação aos pais, vale comunicá-los sobre a ação nas redes sociais durante as reuniões e apresentar o tipo de interação proposta com a turma.

Fonte: Revista Nova Escola - Jul 2013

20 de abril de 2013

Verdades sobre o ensino e aprendizagem de Línguas Estrangeiras



  • NÃO CONFIE em escolas ou métodos que GARANTEM que você vai aprender em um tempo X.
  • NÃO CONFIE em escolas ou métodos que prometem ensinar X frases por hora (A menos que você seja um papagaio e se contente em repetir frases sem contexto.
  • Contexto é tudo.
  • Aprenda com uma mídia que te deixe confortável e que você considere útil. Música, jogos, seriados, falar com nativos na internet, apps de smartphone... Seu aprendizado É VOCÊ QUEM FAZ.
  • Não importa se você tem o professor top-de-linha com doutorado em Oxford. Se você não correr atrás e estudar e se embrenhar no idioma por conta própria, você não aprende.
  • E, ah! Não tem como uma escola garantir que você aprenderá um idioma novo com apenas 2h/aula por semana (ENQUANTO VOCÊ NÃO FAZ NADA PARA AMPLIAR SEU VOCABULÁRIO E SUA EXPRESSÃO NO RESTO DO TEMPO).
  • NENHUM método é perfeito para TODOS. (Já ouviu falar de inteligências múltiplas?) É o mesmo que tentar fazer caber perfeitamente frutas de diferentes formas em uma caixa quadrada.
  • Malabarices tecnológicas de um método só funcionam se você tiver vontade de aprender. De outro modo, ainda não inventaram download de conteúdo direto para o cérebro.
  • Não escolha um método só pelo nome. Faça aulas demonstrativas e escolha qual metodologia se adequa melhor ao seu perfil.
  • Ainda não inventaram nenhum método ou nenhuma escola ainda tem o poder de te fazer aprender por osmose. Carregar o material por aí não vai te fazer aprender.
  • Admitir que você não gosta do idioma, mas precisa aprender por causa de negócios/estudo é o primeiro passo para aceitação e subsequente resolução dos problemas que você tem com o idioma.
  • Seu material não é sua única fonte de conhecimento. O mundo está aí, for free (ou quase), na internet.
  • Livros podem conter erros, podem ser tendenciosos, podem conter ideologias. Se não concordar com alguma coisa, procure outra fonte, é seu direito.
  • Se você não tem paciência para aulas regulares com um método, você provavelmente tem potencial para o autodidatismo e aprenderá muito mais por conta própria.
  • É muito mais fácil aprender quando você sabe que determinado assunto vai ter uma aplicação prática para você um dia.
  • Gírias são permitidas e altamente recomendáveis. Ou você fala o português gramaticalmente corretíssimo o tempo todo?
  • Aspectos culturais do país do idioma que você está estudando podem contribuir e muito para entender como a língua funciona.
  • Se alguém já passou por diversas escolas e diversos métodos , não aprendeu e foi parar na sua mão, então é bastante provável que o problema seja com ele.
  • Você pode não saber tocar piano. Mas se você se ESFORÇAR, você consegue. O mesmo com outro idioma ou qualquer coisa na vida. Esforço > Aptidão.
  • O professor pode ter preparado a melhor aula do planeta. Mas se você não estiver no clima, com paciência, teve um dia ruim e não aprendeu, a culpa não é do seu/sua teacher.
  • Classes com alunos entrosados e conversadores entre si aprendem muito mais. Não seja um chato que não gosta de se misturar, faça um esforço para se enturmar. Você vai economizar tempo assim. 
  • E por último, mas não menos importante:

 Um certificado de curso não garante que você sabe ou aprendeu. Só serve para comprovar para uma empresa que porventura pagou seu curso que você o completou. O que vai adiantar DE VERDADE para sua carreira profissional/acadêmica é um certificado internacional de proficiência. Corra atrás disso.

Autoria: Anna Diniz - Graduada em Letras, Pós-Graduada em Linguística, Professora de inglês há 10 anos.

19 de abril de 2013

As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científicaPsychological Science in the Public Interestavaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.
O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.
Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.
Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.
E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.
É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.
Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar (utilidade: baixa)

grifar 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Tão fácil quanto ineficiente.
Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura (utilidade: baixa)

reler 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Deixa eu ler pela quinta vez…
Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

Mnemônicos (utilidade: baixa)

mnemonico 595x446 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Remember, remember, SoCiDiVaPlu.
Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).
O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.
Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização (utilidade: baixa)

mindmap visualizacao 595x464 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Exemplo de mapa mental.
Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.
Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.
Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.
De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)

resumir 595x395 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Vou resumir para você.
Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação Elaborativa (utilidade: moderada)

perguntar 595x348 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Por que é que a vida é assim?
A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.
Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-Explicação (utilidade: moderada)

autoexplicacao 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Entendeu, Eu Mesma?
A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo Intercalado (Utilidade: moderada)
estudo intercalado 595x483 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.
O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.
A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)

teste marcar x 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Simular é o melhor caminho.
Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.
Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

Prática distribuída (utilidade: alta)

distributed 595x377 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Vou rever o conteúdo a cada 15 dias.
A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).
Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, vocÊ deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.
Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como aPomodoro Technique.

Fonte: Mude.Nu

23 de março de 2013

Professores corrigem 100 redações do Enem por dia a R$ 1,90 cada



Corretora contratada pelo MEC examinou 2.200 textos em 20 dias; especialista afirma que não há vista que aguente

Foram 2.200 redações, cerca de 1.900 páginas e 66.000 linhas. Essa foi a quantidade lida em apenas 20 dias por duas professora de São Paulo contratadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para corrigir redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2012.
 
Segundo elas – que pediram à reportagem do R7 para não serem identificadas – o valor pago por cada redação foi de apenas R$ 1,90, quantia inferior à remuneração oficial divulgada pelo MEC (Ministério da Educação), que é de R$ 2,35 por texto.

R7 teve acesso aos e-mails trocados entre as profissionais e a supervisão do Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília), que media as contratações de corretores para o MEC, que comprovam o valor de R$ 1,90 por texto corrigido.  

Além da remuneração baixa, a carga de 2.200 redações em apenas 20 dias, uma média de 100 textos diários, é apontada como extenuante por especialistas. Segundo o psicólogo Breno Rosostolato, é impossível manter o mesmo rigor e atenção com uma carga de trabalho tão grande em um pequeno espaço de tempo. 

Esse seria um dos motivos pelo qual redações tiraram nota máxima com erros graves de ortografia ou outras com inserções de receita de miojo e o hino do Palmeirasconseguiram cerca de 50% da nota máxima de 1.000 pontos.  
 
— Não há vista que não fique cansada. Deveriam pensar em outra estratégia. Acho que a leitura deva ser muito por cima. 

A professora de português do colégio SESI de São Bernardo do Campo, Raquel Patricia Godoy Bember, afirma que é comum na profissão a correção de muitos textos por dia.

— Já corrigi cerca de 96 textos em 6h, isso com muita frequência pode causar falta de atenção sim.   

Outro lado

A reportagem do R7 procurou o Cespe para esclarecer a diferença entre o valor recebido pelas professoras e o divulgado oficialmente. O centro afirmou que o responsável pelos pagamentos é o Inep. 

O presidente do instituto, professor Luiz Claudio Costa, confirmou o pagamento de R$ 2,35 por texto corrigido. 

— O Inep conta com parceiros na contratação de corretores. Acredito que essa diferença no valor esteja relacionada aos impostos que incidem sobre o serviço, não sei dizer ao certo se é INSS ou outra coisa. 

Segundo as professoras entrevistadas pelo R7, os corretores são selecionados pelo Inep por meio de indicação de pedagogos ligados ao ministério. Eles recebem o contato do Cespe e corrigem as redações em uma página privada na Internet. Segundo as corretoras, é comum a página travar durante as correções. 

Erros

O Inep afirma que as redações do Enem podem receber nota máxima mesmo com erros de ortografia. O motivo da tolerância, segundo o instituto, é que os erros não seriam relevantes do ponto de vista pedagógico, porque os alunos do Ensino Médio ainda estariam “em processo de letramento e transição para o nível superior”.

Para a mestre em Língua Portuguesa Jussara Hoffmann, erros relacionados à gramática não podem ser aceitos, por não serem critérios relativos, ou seja, que dependem da opinião do corretor.
 
— Existem aspectos subjetivos, que dependem de cada corretor, como a originalidade e clareza do texto. Mas concordância, ortografia e gramática são critérios objetivos e erros graves como os que aconteceram não podem passar despercebidos. 

Para a especialista é necessária uma orientação mais clara para os corretores, com treinamento e explicitação dos critérios de análise. Segundo ela, o ideal seria a revisão do texto por no mínimo três examinadores. 

Ela acredita que a seleção dos corretores precisa ser mais rigorosa. 

— Ser professor não garante que o profissional tenha domínio absoluto da língua. Defendo uma prova para seleção dos corretores, que hoje é feita por indicação.

Polêmicas desde janeiro

A redação do Enem 2012 é alvo de polêmicas desde o começo do ano. Diversos estudantes pediram revisão da nota. O objetivo era conseguir uma classificação melhor antes do período de inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) entre os dias 7 e 11 de janeiro, que utiliza o Enem como base para a oferta de vagas em diversas universidades públicas.
 
As notas da prova e das redações já haviam saído em 8 de dezembro, mas muitos não concordaram com a avaliação, o que gerou protestos e abaixo-assinados em 11 cidades brasileiras

A Justiça Federal em Bagé, no Rio Grande do Sul, chegou a suspender o encerramento do prazo do Sisu. O juiz federal Gustavo Chies Cignachi determinou, na época, que o Inep divulgasse o resultado da prova e o espelho de correção da redação do Enem a uma estudante, permitindo a utilização de recurso contra a nota obtidaO MEC recorreu da decisão e ganhou a causa

Por fim, em 6 de fevereiro, o ministério divulgou as correções das 4.113.558 redações, das quais 1,82% estavam em branco.


Fonte: R7 Notícias 23/03/13