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31 de janeiro de 2012

Cataratas do Iguaçu

Quem acessar a página inicial do Google nesta terça-feira poderá encontrar o logotipo da empresa recortado entre uma vegetação que dá vistas para as Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.

 À direta da imagem está Álvar Núñes Cabeza de Vaca, que descobriu as quedas d'água em 1541, motivo da homenagem da companhia ao monumento natural.

As cataratas se formam das águas do rio Iguaçu, que nasce próximo a Curitiba, no Paraná, e corre para o oeste. As quedas têm entre 82 e 60 metros de alturas, e são inúmeras por causa das pequenas ilhas espalhadas no meio rio.

 O fluxo do Iguaçu se divide nas ilhas e gera entre 150 e 300 cataratas. O nome Iguaçu foi dado pelos índios, e significa "grande água". As quedas fazem parte do Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade há mais de 70 anos e que soma 225 mil hectares entre as porções argentina a brasileira. Depois das cataratas, que separam as partes alta e baixa do Iguaçu, o rio de encontra com o Paraná, e na junção dos dois fica a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.



Monumento natural foi descoberto em 1541 pelo espanhol Álvar Núñes Cabeza de Vaca 
   



Fonte: Terra Tecnologia

Segue algumas fotos de quando visitei as Cataratas, em novembro de 2011. Vale a pena conhecer, são super lindas

Uma parte das cataratas, vista do Parque Nacional do Iguaçu (Brasil)

Visão, um pouco desfocada por causa da quantidade de água, da Garganta do Diabo

  Natassia

11 de janeiro de 2012

Pronome “se” para indicar involuntariedade em espanhol

Vamos considerar o uso do pronome ‘se’ como indicador de involuntariedade, para isso vamos usar uma música do Maná:




Se Me Olvidó Otra Vez
Maná
Composição: Juan Gabriel
Probablemente ya de mí te has olvidado
y sin embargo yo te seguiré esperando.
No me he querido ir para ver si algún día
que tú quieras volver me encuentres todavía.
Por eso aún estoy en el lugar de siempre
en la misma ciudad y con la misma gente.
Para que tú al volver no encuentres nada extraño
y sea como ayer y nunca más dejarnos.
Probablemente estoy pidiendo demasiado
se me olvidaba que ya habíamos terminado.
Que nunca volverás, que nunca me quisiste
se me olvidó otra vez que sólo yo te quise.
Percebemos que o compositor usou estruturas diferentes para o verbo ‘olvidar’, que em português seriam traduzidas com uma mesma estrutura:
  • Probablemente ya de mí te has olvidado = Provavelmente, você já se esqueceu de mim
  • se me olvidaba que ya habíamos terminado = eu me esquecia / estava me esquecendo de que já tínhamos terminado
  • se me olvidó otra vez que sólo yo te quise = Me esqueci outra vez que só eu te amei.

Por que então a diferença na estrutura em espanhol?

Por que no caso de ‘se me olvidó’ o sujeito passa a ser o objeto na oração, ou seja, o autor dá a entender que não foi ele quem se esqueceu, e sim o esquecimento que se apoderou dele sem que ele pudesse fazer algo a respeito, eximindo-se completamente da responsabilidade.
Já com a expressão ‘de mi te has olvidado’ ele sugere que a ex-companheira não fez nenhum esforço para se lembrar dele, ou até mesmo se esforçou por esquecê-lo, responsabilizando-a assim pelo fato.
Resumindo, se disser a um falante nativo: ‘He olvidado completamente que teníamos uma cita hoy’ ele pode entender como falta de consideração da sua parte ou relaxo mesmo. Se disser ‘se me olvidó completamente que teníamos uma cita hoy’ ele pode entender que não foi culpa sua, afinal, todos estamos sujeitos a uma ou outra falha da memória.
Fonte: Blog Dicas de Espanhol

Natassia

A pronúncia do espanhol na América Latina


Há muitas variantes entre o idioma latino e ibérico, apesar de ser o mesmo. É mais ou menos como o português brasileiro e o português europeu. Mas vamos a algumas diferenças:
O espanhol que se fala na Espanha e nas Américas apresenta diferenças principalmente no léxico (vocabulário) e na fonética (pronúncia). Sendo assim, é muito comum que certas palavras tenham significados diferentes em variados países ou ainda que em alguns deles se desconheça seu significado.

Diferenças Lexicais

  • Saia (vestuário): Espanha= falda; Argentina = pollera
  • Ônibus: Espanha = autobus; Cuba = guagua; Argentina = colectivo; México = camión; Chile = liebre
  • Taxista: Espanha = taxista; México = ruletero
  • Pingado (café com leite): Espanha = cortado; Colômbia = perico; Venezuela = marroncito; etc
Há muitos outros exemplos, mas você já deve ter notado que todas essas diferenças referem-se na forma léxica e fonética.
Na parte fonética temos as diferenças básicas com as letras LL, principalmente. Na Espanha essa letra se pronúncia como o LH do português, já na Argentina, Uruguai e Chile se pronuncia como um J, por exemplo, a palavra PAELLA. Na Espanha fala-se “paelha”, e aqui na América Latina “paedja” ou “paeja” (na Argentina), entre outros exemplos mais que existem.
As diferenças básicas, então, residem no som e na entonação das mesmas palavras. Existem diferentes palavras para as mesmas coisas, principalmente substantivos, adjetivos e verbos, nessa ordem, em uma quantidade tão grande que eu não poderia relatá-las neste artigo. O língua espanhola é a lingua latina mais rica e complexa, isto sem falar do espanhol que é falado na Espanha.
Existem palavras e modismos totalmente desconhecidos de uma região para outra, coisa que provoca enormes diferenças entre várias regiões. De qualquer forma, é na Espanha que se encontra a língua espanhola em sua forma mais tradicional, mesmo quando consideramos que na Espanha o regionalismo é muito alto também.
Falando em termos internacionais, para classificar de maneira mais simples, existem 3 ou 4 correntes radicalmente diferentes uma da outra, e dentro de cada uma, mais diferenças ainda. Essas correntes são: o espanhol da Espanha, o espanhol do México e Centro América, o espanhol da Argentina e Uruguai (e parte de Chile) e o espanhol do resto da América do Sul. De toda forma, quando você estudar a língua, seja em um curso de Espanhol em Florianópolis, seja no Amapá, o professor certamente esclarecerá qual pronuncia está enfatizando.
Existem razões históricas para todas essas diferenças, mas a principal razão delas é que grande parte das línguas latinas foram originadas do povo.
Fonte: Blog Dicas de Espanhol

Natassia

Aprendiendo con los niños

Video que hace con que nosotros reflexionemos sobre la situación del mundo:




Natassia

6 de janeiro de 2012

A vida da gente



Há muito tempo, digamos uns 5 ou 6 anos, não acompanhava uma novela como estou acompanhando "A Vida da Gente". As novelas que há por aí não têm um roteiro original, apesar de haver algumas influências, como o coma da Ana, que foi inspirada no filme "Fale com Ela" (de Pedro Almodóvar), e ao mesmo tempo que seja verossímel, pois há pessoas que têm as características das personagens.

Como descreve Nilson Xavier:

Com uma narrativa que lembra a do seriado dramático americano, A Vida da Gente é de um conteúdo pouco visto na televisão brasileira, principalmente em novelas. Chamou até mesmo a atenção do Ministério da Justiça, que em novembro reclassificou a trama para “não recomendada para menores de 10 anos”, acusando-a de “angustiante” (entre outras coisas). O que se vê no ar pode até ser angustiante, mas temos de convir que seja de uma qualidade irretocável.



Percebe-se durante a exibição dos capítulos (e meu ponto de medida é o Twitter) uma verdadeira catarse, que faz com que o público vibre e se emocione junto com os personagens. E essa reação só funciona quando o tom naturalista dado ao drama psicológico é tratado com toda a sensibilidade que a situação exige – o que A Vida da Gente faz com propriedade.


Não vou aqui enumerar todas as qualidades da novela, já bastante decantadas. Mas essa comoção generalizada não poderia significar outra coisa senão o reflexo da penetração da novela e do fascínio que ela exerce sobre o seu público – não importando se Ana ou Manu tocam diferente em cada um dos que torcem por uma ou outra personagem. E a novela não passa despercebida nem mesmo pelos que dizem não gostar e a acusam de “triste demais”. Ou “angustiante”, como quer o MJ.


Abordando vários temas, além do principal, como a adoção, o alcoolismo, a vida ativa da 3ª idade, rejeição de pais aos filhos, situações que o tempo e o destino criam etc. Essa novela vai entrar para a história, pelo menos para a minha.

Eu recomendo que assitam!!!

Natassia


31 de dezembro de 2011

23 de dezembro de 2011

Navidad, según el Viejo Pascuero


Feliz Navidad!!!

Natal, data comercial?



O Natal, em 25 de dezembro, foi escolhido para ser comemorado o nascimento do Jesus Cristo, na maior parte do mundo, exceto nos países que não são cristãos. Mas… existem estudos que mostram ou indicam outra data para o nascimento do Messias, entretanto sabemos que as datas comemorativas movimentam bastante o comércio, principalmente porque envolve troca de presentes, no Natal, o apelo à ceia, reunião em família, doações, etc.


O Natal envolve o Cristo para os cristãos, papai Noel para as crianças, apenas um momento de confraternização para os céticos, um momento próprio para se desculpar da falta de atenção durante um ano, reconciliação e encontros.

E a árvore de Natal? Tem a ver com Belém? A estrela tem.

E o sino tem ? O presépio tem. Aliás, a tradição de fazer o presépio nem vejo mais nas casas, agora… a árvore não pode faltar!

Presente tem a ver, pois os magos levaram presente, ouro, incenso e mirra.

E o chocolate? Em Belém não tem cacau…mas inventaram o panetone, o tradicional vinho, será que tem a ver?

Bem, o Natal ficou uma data muito importante, um pouco melancólica para quem não pode estar em família, não é festa dançante, deixa as pessoas refletindo ao som da música com acordes da harpa, instrumento realmente típico da região onde o messias nasceu.


Boas Festas!


Escrito por: Conceição Reale, disponível no site Valença Ba





Mas os votos também são meus!!!!

Boas Festas!!!

Natassia

Fotos preciosas del Chavo del 8



 


























9 de dezembro de 2011

Dica de sucesso nas escola

Eu sei que o ano está acabando e que todo mundo, inclusive eu, quer férias.
Mas para repensarmos no nosso desempenho durante esse ano e tentar fazer melhor o ano que vem (isso se chama reflexão), vai uma fórmula para vocês:


Natassia

27 de novembro de 2011

Guernica - Pablo Picasso



Madri (AFP) - O prestigiado museu de arte contemporânea Reina Sofía de Madri comemora nesta semana o 30º aniversário da chegada à Espanha, após quase meio século no exílio, do "Guernica", o famoso quadro que Pablo Ruiz Picasso pintou em Paris durante a guerra civil espanhola.


Convertida em símbolo universal da crueldade da guerra, a tela em preto e branco de Picasso não pisou em solo espanhol até 1981, forçada ao exílio durante a longa ditadura do general Francisco Franco (1939-1975).

O "Guernica" tem um importante "significado não apenas do ponto de vista artístico, no qual o seu valor universal é indiscutível, mas também por seu valor simbólico contra a guerra e toda a violência", explica Rosario Peiró, Chefe de Coleções do Reina Sofía.

Pintado por Picasso em Paris em 1937 por encomenda do governo republicano espanhol, o quadro denuncia o bombardeio da cidade basca de Guernica pela aviação nazista de Adolf Hitler, aliado de Franco.

"Do ponto de vista especificamente espanhol, é um documento do que aconteceu na Espanha naquela época e sua chegada significou um novo começo de uma nova aventura democrática", lembra Peiró, responsável pelo museu que acolhe a obra desde 1992.

Durante os anos da guerra civil espanhola (1936-1939), o "Guernica" viajou incessantemente por Europa e Estados Unidos para recolher fundos com o objetivo de ajudar na luta contra o franquismo, antes de ser confiado ao Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) no fim dos anos 1950.

Três anos antes de sua morte, em 1973, "Picasso escreve ao MoMA" pedindo "que o Guernica só seja devolvido quando as liberdades públicas na Espanha voltarem", explica Peiró.

Pouco depois da morte de Franco, em 1975, os parlamentares espanhóis realizaram os procedimentos para reivindicar sua devolução.

E em 10 de setembro de 1981, protegido por um espesso vidro blindado, o "Guernica" fez sua chegada triunfal a Madri.

No entanto, desde então o quadro não deixou de ser objeto de desejo.

O famoso quadro é protagonista há anos de uma guerra entre o museu de arte contemporânea Reina Sofía e o prestigiado museu do Prado, além de uma batalha com alguns líderes políticos do País Basco, onde encontra-se a cidade de Guernica, que também o reivindicam. de uma obra "emblemática e central" da coleção do Reina Sofía, e seu estado de conservação "muito delicado" impede qualquer transferência, afirmaram em março de 2010 os diretores do museu de arte contemporânea.



Quadro no Museo Reina Sofia
 Fonte: Uol Entretenimento: Notícias

23 de novembro de 2011

O Bullying



Fala-se muito hoje em Bullying. A palavra, originária da língua inglesa, é empregada boa parte das vezes de modo errado, espécie de caldeirão onde se joga tudo de ruim que pode acontecer em sala de aula. Há crianças que sofrem, no dia a dia escolar, situações que lhes causam mal, mas que não podem ser chamadas de Bullying. Há quem veja apenas como ‘brincadeira’ o que é percebido, no outro, como agressão e razão de infortúnio. Há crianças, vítimas de Bullying, que também são entendidas como as responsáveis por esse tipo de situação - nem sempre o agressor é quem dá início a esse tipo de violência, algo que os pais não conseguem admitir, particularmente, os da criança ‘agredida’. Nove fora, a falta de informação sobre o tema é enorme, tornando o Bullying uma violência que atinge a todos, os pais incluídos.

"O Bullying acontece, quando existe um movimento real contra uma determinada criança", esclarece a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. "É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido." Com mais de 38 anos de experiência no trato com alunos das mais variadas personalidades e histórias familiares, Nivea já viu de tudo um pouco. Tem, portanto, expertise de sobra para colocar os pingos nos iis em relação a um tema tão atual e afeito a provocar dúvidas. Em sua opinião, são nas escolas maiores, onde as relações ocorrem de modo impessoal e a capacidade de controle é menor em face do número de alunos, que as possibilidades de acontecer Bullying crescem e causam apreensão. "Nessas escolas, existem hoje três grupos de alunos, os nerds, os populares e os bobos - já ouvi muita criança dizer que não pode ser nerd ou "CDF", caso contrário, não será querida da classe", Nivea descreve. "Os bobos? Não se misturam com o resto dos alunos".


Começa, então, a funcionar uma divisão social dentro de uma grande escola típica do universo paulistano, por exemplo. O Bullying? Ele acontece, quando um desses grupos implica com um determinado aluno, a ‘crítica’ se propaga ferozmente pelas redes sociais e o caos se instala. Em especial, em casa. Porque os pais pouco ou nada conseguem fazer para ajudar os filhos, sejam eles os agredidos ou agressores, a sobreviverem ao contato com o Bullying - na opinião de Eric Debarbieux, diretor do Observatório Internacional das Violências nas Escolas, "uma das violências mais graves que o ser humano pode sofrer."

Apesar da gravidade do problema, Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, faz questão de alertar que o Bullying é muito sensível à intervenção das autoridades - no caso da escola, dos professores, supervisores e mesmo diretores. "Mas é preciso que a comunidade escolar se envolva como um todo para combater essa violência de modo a reduzir efetivamente o número e a gravidade dos casos", adianta.

Ou ainda: a situação é grave, mas há solução à vista. Faz parte dela a adoção de atitudes no ambiente escolar, caso do respeito e da generosidade, entre outras. "São palavras aparentemente vagas, mas bastante sérias... a criança hoje fica brava por muito pouco!", aponta Nivea. E isso não pode continuar assim, certo? "É desde pequeno que se aprende ser possível vencer, ao lado do outro, os obstáculos que a vida impõe", lembra Gisela Sartori Franco, psicóloga e especialista em Convivência Cooperativa. "A gentileza, o consenso e o diálogo, infelizmente, não são hoje ‘treinados’ em sala de aula, daí a necessidade dos pais estarem atentos à rotina escolar e exigirem, nas reuniões com professores, mudanças no currículo escolar."

Eis uma sugestão de como os pais devem se comportar para ajudar seus filhos a sobreviverem - com saúde! - ao contato com o Bullying. Com a ajuda das especialistas Nivea Maria de Carvalho Fabrício, Birgit Möbus e Gisela Sartori Franco, destacamos outras de igual importância a seguir.

1.O envolvimento dos pais no dia a dia escolar é importante - eles precisam mais do que nunca entender a necessidade da educação e, em conseqüência, jamais se afastar da rotina dos filhos em sala de aula


2. Pais precisam ser ajudados a serem pais. Porque a sociedade anda permissiva demais e eles se sentem perdidos ante essa realidade

3. Não tire seu filho de imediato da escola onde sofreu Bullying: primeiro, é importante trabalhar com os professores e a direção dessa escola de modo a resolver o problema. Porque será muito importante para ele vencer o Bullying no ambiente onde foi vítima

4. Se não der certo - e é preciso atenção para a evolução do problema, não deixar passar o tempo em demasia... -, recomenda-se a transferência, se possível, para uma escola preparada para dar suporte a essa criança

5. Vale a pena insistir aqui no ponto ‘nevrálgico’: nem sempre o agressor é quem deu início ao Bullying, mas sim quem se faz de vítima. Ou ainda: tudo pode se resumir a uma forma (desesperada) de chamar a atenção de quem se sente excluído, marginalizado, pelos colegas de classe

6. Porque a violência existe e assusta, mas o Bullying não acontece por acaso. Aliás, por ser um assunto de sala de aula, ele precisa ser tratado com ela por inteiro. Em outras palavras: os pais não devem se preocupar em proteger apenas o próprio filho, seja ele o agredido ou o agressor ou apenas testemunha desse tipo de violência

7. Na reunião de pais e professores, esse assunto deve ser tratado de modo a que todos participem - e não isoladamente, atingindo apenas os envolvidos com o caso de Bullying

8. Pais devem exigir imediatamente da escola uma estratégia de trabalho que envolva o agressor, o agredido e o grupo por inteiro

9. Em casa, pai e mãe precisam conversar diariamente com o filho sobre as aulas, mesmo que ele tenha uma reação negativa, do tipo "ah! que conversa chata!" etc. Claro, existe a medida adequada e ela varia de criança para criança. Mas o importante, neste caso, é criar o hábito da conversa entre pais e filhos

10. Essa conversa pode se tornar um ritual a ser integrado na refeição do domingo, por exemplo. Um momento de aproveitar a reunião familiar para que cada um fale de si mesmo.

11. Porque não dá para usar o pretexto de trabalhar muito e permanecer fora de casa o tempo inteiro - e assim não ajudar o filho em um momento tão difícil da vida dele!

12. Às vezes, basta dizer para o seu filho, "você gostaria que alguém falasse dessa forma com você? Pois, eu não gosto, fico triste..." É importante se colocar no lugar do outro, sentir na pele que a ‘brincadeira’ feita não tem a menor graça... Brincadeira só vale quando todos se divertem - e nunca quando acontece à custa de outro. Isso é fundamental e os pais devem trabalhar essa questão, conversando com seus filhos desde a infância

13. Sem essa troca de informações entre pais e filhos, uma situação de Bullying pode já estar ameaçando o cotidiano escolar - e nenhum adulto se deu conta dos sintomas dessa violência no comportamento da criança e/ou do jovem. Que se mostra mais irritadiço e angustiado, inventando desculpas para não ir à escola etc.

14. É na conversa com o filho que os pais vão perceber o porquê da agressividade e da insatisfação, orientando a buscar outras formas de se expressar. Se os pais não souberem fazê-lo, não há razão de constrangimento - ao contrário, devem pedir ajuda a quem foi treinado para isso, na escola

15. Se os pais perceberem que o filho está de fato sofrendo algum tipo de ‘pressão psicológica’ no ambiente escolar, precisam informar professores e direção da escola para que a questão seja tratada de modo cuidadoso o quanto antes!

16. Muitas vezes a escola não sabe que está ocorrendo uma situação de Bullying até porque ela acontece fora da sala de aula e, portanto, longe do olhar do professor. Mesmo sem provas, é importante intervir. Atenção: a escola é a autoridade na relação entre alunos - e não os pais!

17. O Bullying é muito sensível à intervenção das ‘autoridades’, ou seja, dos professores, supervisores e até mesmo diretores. Em especial, quando desperta o envolvimento da comunidade escolar como um todo no combate a essa violência

18. O Bullying é resultado de uma relação interpessoal em desequilíbrio. Há, portanto, de se cuidar dos dois lados envolvidos - existe um problema de autoestima a ser trabalhado, tanto em relação ao agressor quanto ao agredido

19. Cada escola tem a sua maneira de agir, mas o que se espera é que ela seja parceira dos pais do aluno que é vítima de Bullying - e também daquele que é entendido como agressor. O ideal: aproximar as duas famílias de modo a envolvê-las na solução do problema. Porque todas elas são perdedoras em uma situação de Bullying

20. Pais e professores precisam se unir para ensinar às crianças e aos jovens a serem assertivos - ou seja, saberem se expressar de modo positivo quando algo os incomoda, fazendo o outro entender que há limites que não podem ser ultrapassados

21. O respeito às diferenças precisa ser exercitado diariamente no ambiente escolar. Os pais devem exigir que os professores de seus filhos trabalhem nessa direção em sala de aula de modo a que uma situação de Bullying não volte a acontecer entre os alunos. Que não precisam ser amigos, mas sim precisam se respeitar um ao outro

22. É recomendado que se faça uma dinâmica de grupo com os alunos da classe onde ocorreu um caso de Bullying, conversar individualmente sobre o problema, verificar em que estágio a campanha de Bullying se encontra disseminada na rede social e, se necessário, coibir o uso da rede por um tempo determinado

23. Com ou sem Bullying, os pais precisam ter controle sobre o uso da internet por seus filhos, eles não podem ter liberdade total no exercício dessa atividade - os pais devem ter acesso às redes sociais do filho como espectadores, jamais devem participar!

24. Pais não são amigos dos filhos, mas sim pais. E, nesse papel, precisam orientar. Não podem confundir o papel, até porque a criança precisa ter no pai e na mãe uma figura de autoridade, pessoas que inspiram confiança e representam um porto firme para ela

25. Pais não devem vitimizar seus filhos, muito menos tratá-los como se fossem reis ou rainhas. Quem pensa só em defender, se esquece que ninguém é santo, muito menos o próprio filho

26. Tentar despertar coragem no filho com a frase "não leve desaforo para casa!", impondo respeito na base da agressão, é o pior que se pode fazer a uma criança indefesa. Não é com esse ‘troco’ que se constrói um ambiente de solidariedade entre os colegas

27. Quando os pais percebem que seus filhos são autores de Bullying ou mesmo testemunhas desse problema no ambiente escolar, devem conversar abertamente com eles a respeito e, ao mesmo tempo, pedir ajudar à escola. Porque quem é autor ou testemunha desse tipo de violência também está sofrendo e precisa ser cuidado!

28. Os pais se consideram responsáveis pelas vidas dos seus filhos, quando são, na verdade, responsáveis até a página 50 - daí pra frente ou mesmo antes disso, os filhos vão fazer o que lhes dão na veneta... O sucesso não depende mais dos pais, mas sim deles próprios

29. Cabe aos pais darem o maior número de instrumentos necessários para os filhos terem sucesso. Entretanto, como eles vão usá-los, bem, isso já não é mais responsabilidade paterna. E o problema está aí: os pais se sentem culpados de verem os filhos fazerem tudo errado e, com a pressão da culpa, não conseguem mais ajudar

30. Atenção: o Bullying pode acontecer não apenas no ambiente escolar, mas também no bairro. É quando o seu filho pode não ser aceito pela turma por se recusar a beber ou fumar. Seja qual for a situação lembrem-se: uma das estratégias fundamentais na luta contra essa forma de violência é a aliança entre pais e escola. Sempre



Fonte: Educar para Crescer